Encontrar as pessoas busca livre

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Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.09.01 19:36 hmmild Meu feedback sobre New World

I – INTRODUÇÃO

1.Olá, primeiramente, queria dizer que eu sou apenas um cara que gosta de jogar e ajudar as pessoas e, que as vezes algumas ideias surgem à mente, e assim aconteceu durante esse primeiro contato com o jogo e, por oportuno, explicar que aqui são apenas algumas ideias iniciais, que precisam ser trabalhadas, veja bem, ideias, um ponto de vista pessoal, ou seja, apenas uma opinião pessoal como jogador.

2.Eu começo dizendo ainda: difícil não é você conseguir players para um novo jogo, mas sim mantê-los.

3.Aqui estão apenas algumas idéias e análises pessoais de um jogador comum. Muitas coisas que estarão aqui são ideias iniciais e esboços prematuros. Antes de começar, queria deixar uma visão rápida sobre o que eu penso da realidade dos MMORPGs ao longo do tempo:

  1. O mundo já não é mais como era há 10, 20 anos atrás. As tecnologias e as informações estão cada vez mais intensas e aceleradas. Dito isso, na minha análise como jogador há mais de 20 anos, eu percebo que muitas "empresas tradicionais" não acompanharam essa revolução tecno-científica no mesmo ritmo em que elas aconteceram, tanto é que muitas delas, precursoras de alguns gêneros, somam mais prejuízos do que lucro.

  1. Na primeira década do século, podíamos contar nos dedos de uma das mãos os grandes e pioneiros jogos de MMORPG, dentre outros gêneros semelhantes.

  1. Muitos de nós, hoje com seus trinta e poucos anos, ou quase lá, de existência, estávamos na adolescência e começando a engajar nesse universo dos MMORPG, passando horas e horas do nosso tempo imersos em determinado game da espécie.

  1. Pois bem, o tempo passou, e aquela galera que crescia junto com os primeiros MMORPGs foram se ocupando com seus empregos, estudos, família, enfim, já não tinham mais tanto tempo livre para despender aos MMORPG da época, que exigiam e recompensavam os jogadores mais imersivos e dedicados exclusivamente ao jogo.

  1. Nesse contexto, juntamente com o avanço acelerado da globalização, algumas empresas foram rápidas e perspicazes ao perceberem a tempo essas mudanças no mercado. Eis então que surgem e se popularizam gêneros como por exemplo: os mobas, battle royale, os hack and slash, os action rpgs entre outros.

  1. Aqui não vou me alongar muito sobre o tema, apenas dizer que esses gêneros conseguiram contemplar uma gama muito maior de jogadores, como, por exemplo, aqueles que não tem muito tempo para dispor ao game e, também obtiveram uma fatia maior ainda de mercado. Consequentemente, por obterem êxito com essa façanha, muitos jogos explodiram e se popularizam virando fenômenos, trazendo cada dia mais e mais adeptos ao seu nicho.

  1. Agora, no cenário atual, o jogador que joga 12 horas por dia e o jogador que joga apenas duas horas, estão num cenário de igualdade. Uma vez que o mundo e o mercado mudou, o foco dos games mudou, as pessoas mudaram, as tecnologias mudaram. Porém, muitas empresas, que desprezaram até a própria comunidade, não conseguiriam enxergar isso e foram à falência, já dizia Cássia Eller: “Mudaram as estações e nada mudou...♫”

  1. É possível perceber, que esses novos jogos buscam manter sempre um cenário justo, equilibrado, alinhado a diversão, interação e o constante progresso, valorizando outros aspectos em detrimento ao tempo gasto com o jogo e execuções de ações massivas, repetitivas e cansativas. Agora há um equilíbrio natural, o principio fim é, por exemplo, a habilidade individual e o raciocínio de cada jogador, e não mais nos itens e nas vantagens dos leveis que o jogador adquiriu jogando 25 horas por dia. Agora, para você conseguir progredir no game e estar entre os melhores, não é preciso ser um “crackudo” e totalmente aquém da realidade.

  1. Dito isso, deixo algumas questões? Qual caminho New World quer seguir? O que New World quer contemplar? Qual o público alvo do New World?

  1. Eu acredito que assim como algumas novas empresas estão fazendo e, conseguindo sucesso com isso, a Amazon, com o New World, pode focar o máximo possível na igualdade e num sistema justo de progressão, encaminhar as dificuldade e os desafios dentro do jogo para o ponto certo, e não mais ficar na mesmice falida de sempre.

  1. Se a Amazon conseguir isso, New World tem um potencial enorme de crescimento e de dar um passo importante para uma nova era dos gêneros de MMORPGs . Mas para isso, na minha singela opinião, é preciso deixar de lado alguns preceitos ultrapassados que já não se enquadram mais no mercado atual.

  1. Dessa forma, é necessário reinventar e criar novos paradigmas e, antes de mais nada, é fundamental ter muita coragem e não ter medo de errar, para que no fim, não seja apenas mais um no meio de tantos jogos horríveis que já existem, e que ainda insistem na mesmice ultrapassada de outrora.


II – OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE NEW WORLD


  1. Acredito que New World precisa ter um proposito inicial mais conciso, seja para atrair novos jogadores, seja para mantê-los. É preciso haver uma ideia central que faça com que o game não se torne algo repetitivo, enjoativo e com um fim precoce.

  1. Como fazer isso? Primeiro de tudo, o game deve ter um sistema justo e igualitário para todos. Como assim? Deve recompensar dentro das proporções todos os jogadores de maneira igual, seja o que joga sozinho, seja o que joga em grupo, seja o que joga 20 horas por dia, seja o que joga duas horas, ponto.

  1. O quesito, por exemplo, da "sorte aleatória", pode ser bem melhor trabalhado para esse aspecto. Abordo esse tema melhor no item VIII do tópico. Isso possibilita que os jogadores tenham em mente que em New World a qualquer momento a sua sorte pode mudar, e que mesmo você jogando pouco tempo, você pode ter a chance de ser agraciado de alguma forma com a sorte.

  1. Outra fundamental observação é que devem existir temporadas sazonais, sempre com atualizações e novidades, em busca de a cada nova temporada aprimorar o conteúdo que já existe.

  1. Eu não acredito que o jogo deveria ter uma transição engessada, por exemplo: começa aqui, vai pra ali, e depois terminar lá, mas também não deve ser algo desorganizado e sem sentido, é preciso limitar algumas progressões precoce demais, criar um sistema de penalidades de ganho de experiência, assim tudo terá seu devido tempo para acontecer. O que eu mais tenho observado são players leveis baixos correndo e atravessando para áreas que tecnicamente deveria ser mais perigosa ou restritas para eles no momento. Acredito que as busca pelo level máximo não deva ser algo com grande impacto dentro do jogo, mas também não deve ser desprezado tão facilmente, o foco do jogo não deve ser farmar, farmar, farmar, farmar, farmar, tal área, ou tal monstro. O foco não deve ser o level máximo e suas vantagens extrapoladas. Sinceramente, existem infinitos e melhores aspectos a serem exploradas do que isso.

  1. Dá pra perceber que o jogo mistura um pouco a história da alta e baixa idade média juntamente com o início da formação dos primeiros burgos. O território se divide numa espécie de suserania e vassalagem e mistura a ideia de um feudo/burgo.

  1. Um grande problema que deu pra perceber nesse primeiro teste, é justamente a questão territorial, aparentemente os players tendem a se agrupar na facção que possui mais domínio de terras e mais faccionados afim de buscar mais facilidade dentro do jogo. Isso é preciso ser corrigido, criando algum sistema de equilíbrio natural, fazendo com que esta questão não tenha tanto impacto no jogo.

  1. Acredito que toda facção devia ter pelo menos 1 território permanente e estável sob seu domínio. E que essa questão territorial não influencie significativamente na progressão individual dos jogadores e nas conquistas de desempenho.


III – FLANDERS

  1. Eu acho que seria genial, desde logo, mostrar ao jogador de New World, que o mundo, ao qual ele pertence, é um universo de constante e incansáveis guerras, paralelo a luta pela sobrevivência e a oportunidade de ter seu nome na história, de ser reconhecido no universo a qual ele pertence, seja pelos seus feitos, maestrias, conquistas, habilidade, enfim.

  1. Antes de falar sobre o que acho sobre o sistema de guerra de New World, quero começar pelo sistema de “zona de Flanders”. Para quem não conhece, Flanders (atual Bélgica) foi uma região de intensa batalha entre França e a Inglaterra pelo controle do Canal da Mancha, um local de comercio lucrativo e ponto estratégico para quem o dominasse, e que deu contornos a “Guerra dos 100 anos”.

  1. New world poderia trazer áreas de intensas batalhas e diversas disputas, essas áreas seriam zonas neutras de pvp obrigatório, monstros e bosses de extrema dificuldade e difíceis de matar, porém o foco dessas áreas jamais poderia ser a experiência de leveling ou loot, mas sim a sobrevivência e o combate frenético. As facções estariam em intensas disputa, estariam preocupados em matar os super Bosses, matar as facções rivais e sobreviver. Não podem por exemplo ser aceito formação de grupo nessas áreas (precisa ser estudado). No final, conseguem as recompensas pela morte do Boss, se conseguirem mata-lo, apenas os membros da facção que causou mais dano à ele. Deve ser uma área com desafios difíceis pela sobrevivência. Para essas áreas podem haver por exemplo 3 divisões, até o lvl 20, do lvl 21 ao 40, e do level 41 ao 60, restringindo o acesso de cada area pelo level e títulos (vou falar sobre eles abaixo) dos jogadores. Novamente, o equilíbrio é tudo. Acho que pra uma ideia inicial nesse sentindo é isso.


IV – RANK E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PVP

  1. Um sistema de rank das mais variadas categorias deve haver em new world, é mais um objetivo a ser almejado pelos jogadores. Desde da divisão por quantidade de abate, até a divisão de level de colheita e ouro.

  1. Por exemplo, um divisão para o rank de abates e mortes, com algumas peculiaridades. Uma ideia inicial nesse sentindo seria: para cada abate que você conseguir no mundo aberto você soma 2 pontos no rank, para cada morte você diminui -1 ponto. Abater jogadores 10 leveis menores que o seu, você não pontua, morrer para jogadores 10 leveis menores que você, você perde -5 pontos. Matar jogadores com 10+ leveis maiores que o seu você soma 5 pontos. Deve haver também um sistema que pontue a assistência nos abates, para contemplar todos, principalmente aqueles que querem focar seus personagens em cura e proteção por exemplo.

  1. É preciso estudar também, como funcionaria o abate e a morte do jogador estando em um grupo.

  1. Durante a guerra os abates não contabilizam, há tão somente uma nota geral pela vitória ou pela derrota.

  1. O pvp em mundo aberto: deve acontecer num cenário mais justo possível, se o jogador for abatido por um grupo, o jogador que morreu não deve ter tantos prejuízos, isso se eles estiver solo, e o grupo que o matou não deve ter tantos benefícios, no fim o jogo deve contemplar sempre um ambiente justo e equilibrado. Consegue êxito por exemplo, aquele que tem uma melhor habilidade de combate, independente apenas dos itens que carrega, que montou uma emboscada bem sucedida, que atacou na hora certa, que conhece os limites do seu personagem, que sabe usar um contra-ataque, que combinou melhor seus pontos de habilidade, enfim. E na guerra vai vencer o que tem uma melhor estratégia, uma melhor tática, que sabe a hora de atacar, recuar. É preciso criar um sistema justo, durante o tópico vou deixar algumas outras ideias de como poderia ser isso.

  1. Basicamente é deixar claro que você ter um item lendário, não deve lhe tornar uma lenda.

  1. O jogo deve primar sempre pelo justo e o equilíbrio.

  1. Ayrton Sena e eu, cada um com uma Ferrari igual, mas no final a gente sabe o resultado, o melhor sempre ganha é claro, que nesse caso seria eu, obviamente, :rofl:. Mas deixando a brincadeira de lado, o que eu quero dizer com isso é que a vitória deve acontecer não porque o carro desse ou daquele é melhor, e sim porque naquele momento, naquela disputa, quem estava no volante foi melhor. Mantendo a analogia, na realidade atual, quem ganha é quem tem o melhor carro. Agora eu pergunto, atualmente, quem assiste, se entretém e se empolga com a Formula 1? É apenas uma analogia exemplificativa.


V – SISTEMA DE CONDUTA

  1. ​​Minha ideia principal neste item é o sistema de conduta junto com o faccionado renegado.

  1. Para entender minha ideia, primeiro quero que você entenda um pouco como ela é desenhada em minha mente. Eu dividi a conduta dos jogadores em duas, vou chamá-las de conduta azul e vermelha.

  1. Faço parte de uma facção, mas não gostei e quero mudar, posso? Depende, você está disposto a pagar o preço? Você será caçado por sua traição, seu nome estará nos murais das cidades e uma recompensa por sua cabeça será imposta, os membros da sua atual facção irão lhe caçar em busca da recompensa e de vingar sua traição.

38.CONDUTA AZUL: você ganharia pontos de conduta azul quando trabalhar em prol da facção, para cada boa conduta você ganha pontos de conduta azul, por exemplo, participação em guerras e invasões, abate de membros de outra facção, etc.

39.CONDUTA VERMELHA: seria o oposto da conduta azul, a cada “sabotagem” você perde a conduta azul, zerando sua conduta azul, ela fica negativa e começa a ficar vermelha, ao atingir uma certa quantidade de conduta vermelha você pode trocar de facção. Para ativar os pontos negativos de perda de conduta e ganho de conduta vermelha, você precisa encontrar um NPC que aparece em áreas aleatórias de vez em quando. Não pode ser previsível. Você fará uma missão que lhe permitirá realizar atos de traição ou sabotagem, como, por exemplo, matar membros de sua facção atual, a partir do momento em que você faz o primeiro ato de traição em busca de ativar a conduta vermelha, você já está marcado para morrer por causa da traição. Quanto mais atos de traição você fizer, maior será a recompensa por sua cabeça. Quando você trabalha contra a facção em busca de ser um renegado, sua cabeça está em alta e as punições são severas, ainda é preciso trabalhar nessa ideia, é apenas um esboço inicial.

  1. Uma das muitas consequências dentro da mudança de facção pode ser que o jogador perca todo o progresso de classificação, conquista e itens dentro dos armazéns de sua antiga facção, algo mais ou menos nesse sentido.

  1. Marechais e membros de altos cargos não podem mudar de facção. É preciso encontrar um título ou um limite em que a mudança é possível e o jogador se torna um renegado.


VI – TÍTULOS

  1. Acho que isso é uma oportunidade única.

  1. Implementar um sistema de títulos é um desafio e objetivo adicional para os jogadores almejarem dentro do jogo. Mas não é qualquer sistema. É um sistema único, grandioso e revolucionário.

  1. O que seriam os títulos? Primeiro, os nomes aqui são apenas para exemplificar algo que pode ser muito melhor trabalhado.

  1. Em primeiro lugar, cada facção deve ter seu “Marechal”, é mais um objetivo para os jogadores perquirirem dentro do jogo.

  1. O título de Marechal de uma facção nada mais é do que seu representante de honra e comandante máximo dentro do jogo, e esse título deve ser temporário e obtido por meio de eleição e / ou disputa em um grande evento de batalha entre os integrantes da facção, que preenchendo alguns requisitos e outros títulos pré-existentes poderão disputar essa posição.

  1. Mas para você ser um Marechal, você precisará primeiro ter alguns outros títulos, só então você poderá competir pela vaga de Marechal, em um grande coliseu, por exemplo.

  1. Todos os jogadores que foram inscritos para competir pela vaga do Marechal, competiram em um campeonato de disputa 1vs1 pelo título, até que remanesçam apenas dois que disputarão o confronto final pelo título de Marechal.

  1. Como você se qualifica para competir pelo título de Marechal?

  1. Para entender isso, você deve primeiro entender como isso é desenhado em minha cabeça:

  1. New World, a meu ver, tem uma grande oportunidade de revolucionar os jogos MMORPG. Uma chance de ouro. Faltam apenas alguns ajustes e um propósito único, grandioso e consistente.

  1. Minha ideia consiste em alguns “planos de carreira”, novamente são apenas nomes exemplificativos. Se você ama pvp, venha jogar New World, se você ama pve, venha jogar New World, sem você adorar criar e construir, venha jogar New World, se você gosta de andar pelo mapa e ser um explorador, venha jogar New World, se você quer ser muito rico e exibir suas conquistas, venha jogar New World.

  1. Em New World não deve existir aquela mesmice engessada de sempre, mago, cavaleiro, curandeiro, arqueiro, não, não e não. Em New World cada jogador montará sua própria “classe” de acordo com seu perfil, estilo de jogo e objetivos dentro do jogo. Por exemplo, você adora o pvp? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nesse quesito. Você ama o craft? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nisso. Você é um jogador mais focado no pve? Faço o mesmo, busque seus títulos e conquistas para você conseguir se destacar nessa area. O que eu quero dizer com isso é que com um sistema único e infinito você pode finalmente moldar seu personagem de acordo com suas pretensões, nenhum personagem será igual ao outro. Você quer usar bastões mágicos com foco no pve? Você então buscará dentro do jogo quais conquistas e títulos combinaram com sua maestria, itens, perfil, status, pretensões, enfim, as possibilidades são infinitas.

  1. Eu acredito que cada facção precisará de jogadores das mais diversas áreas, jogadores com habilidades de pvp, jogadores com habilidades de pve, jogadores com habilidades de artesanato, jogadores com muito dinheiro para financiar a manutenção das cidades e guerras, todos são importantes dentro de New World, independente do level e perfil do jogador, todos têm um papel dentro do jogo.

  1. Se o jogador quiser ser um expert em combate pvp, ele vai buscar uma carreira ideal que se encaixe com o seu perfil e lhe proporcione isso, primeiro focar em um titulo máximo e nas combinações de conquistas adjacentes que ele achar melhor para seu estilo, como por exemplo: General ( mais focado em combate corpo a corpo), Alquimista-mor( mais focado em dano magico e bastões mágicos), Mestre-Sacerdote (dano magico e cura), etc... São apenas alguns nomes exemplificativos.

  1. Se o jogador quiser se especializar em lutar contra bosses e monstros épicos e lendários, ele buscará o título e os caminhos para ser um Mestre Caçador.

  1. Se o jogador quiser ser um Mestre Artesão, com crafts poderosos, valiosos e exclusivos, que só ele pode fazer, então seguirá este caminho profissional.

  1. Se o jogador quiser ter muito dinheiro, com grandes aquisições, vantagens comerciais, casas, ele buscará o título de Barão-mineiro.

  1. As possibilidades são infinitas, as combinações de maestria, armas, estilo de jogo, títulos, interesses, objetivos, tudo, é um imenso mundo a ser explorado.

  1. Com alguns ajustes aqui e ali, este jogo se torna o melhor.

  1. Exemplo disso? Se você quer ser um artesão, seus serviços serão solicitados, pois somente você poderá fabricar certos itens com a possibilidade de conseguir modificações raras e valiosas, por exemplo, somente você poderá esfolar certos monstros que precisam um alto grau de maestria, e esse nível apenas os artesãos podem alcançar.

  1. Neste ponto do item, seria um mundo extraordinário, se New World seguisse esse caminho: Se ao invés de todos os monstros soltarem o mesmo item por exemplo: “couro cru”, por que não soltar itens específicos, como: couro de lobo, couro de coelho, couro de crocodilo, isso iria expandir um universo de craft extraordinário, um mercado único, os jogadores quem quiserem ser artesões teria algumas vantagens ao escolher essa carreira, só eles que poderiam esfolar alguns monstros e manejar crafts mais complexos. Esses comentários são apenas algumas ideais e exemplos que precisam ser explorados e trabalhados.

  1. O mesmo vale para o jogador que quer ser um Barão-mineiro, você com esse título máximo, pode ir até o nível 100 de mineração por exemplo. Sem o título, você só pode ir até 50, por exemplo. São ideias e combinações infinitas.

  1. O mais importante é que cada título tenha um “Plano de Carreira”.

  1. Por exemplo, se o seu forte é o combate corpo a corpo e você é focado no pvp, eu diria que você ia querer seguir a carreira de General, começando com o primeiro título de soldado, depois de algumas conquistas torna-se sargento e assim por diante até chegar ao último posto de general. Os nomes são apenas exemplares. Se esse é o seu propósito dentro do jogo, estar focado na guerra, combate corpo a corpo e no pvp, você vai buscar fazer conquistas e adquirir os melhores títulos que combinem com seu personagem, itens, maestria, etc.

  1. Ou talvez você queira dominar a arte da magia ou da cura e seguir a carreira de curandeiro ou mago. De qualquer forma, as possibilidades são imensas.

  1. O segredo e o desafio seria encontrar a melhor construção para o seu perfil, entre seus títulos, maestria, equipamentos, atributos e finalidades, por exemplo, você é um grande jogador de pvp, a lenda do combate, porém, em uma invasão de monstros os jogadores mais focados no pve, que são especialistas em abater monstros, teriam uma pequena vantagem nesse quesito, já que essa seria sua especialização. Mas cuidado, não são apenas os caçadores que poderão matar ou impactar os lendários bosses e monstros, apenas terão uma ligeira vantagem neste aspecto, pois essa seria sua carreira e função dentro do jogo, eles nasceram para isso.

  1. Se um jogador quer estar focado no pvp, mas também quer uma melhor performance para matar monstros, por exemplo, ele deve investir um pouco mais para ter uma melhor performance na luta contra monstros, e encontrar qual combinação de títulos é melhor para ele. Existem desafios e possibilidades a serem estudados, que cada jogador terá que descobrir dentro do jogo, qual o seu perfil?!.

  1. Por exemplo como seria um modelo disso na minha cabeça:

Exemplo 1
Eu quero ser um jogador focado no pvp e combate corpo a corpo:

Carreira de General
I - Título de soldado: +3 de força
II - Título de sargento: +2% de dano com arma de uma mão contra players
III - Título de tenente: +2% de resistência física e magica contra jogadores
IV - Título de capitão: +5 de força
V – General: +5% de danos contra player segurando arma de uma mão ou escudo

Exemplo 2
Eu quero ser um jogador focado no PVE e combate a distância:

Carreira de Grão Mestre Caçador
I – Título caçador 1: +3 de destreza
II –Título caçador 2: +5% de dano contra monstros
III – Título caçador 3: +5% de resistência contra monstros
IV – Título caçador 4: +5 de destreza
V – Grão Mestre Caçador: +10% de dano a distância contra monstro

  1. Os bônus dos títulos dentro do jogo, é algo a ser estudado e trabalhado cuidadosa e profundamente.

  1. Neste sistema, novamente, apenas um exemplo, cada jogador só poderia habilitar um único grande título principal ou plano de carreira principal e ter um número limitado de especializações menores. É um universo a ser explorado.


VII – LIMITES E PENALIDADES

  1. Aqui não tem muito segredo, o jogo precisa ser o mais amplo possível, não deve haver muitas restrições de uso de itens, você pode usar o que quiser, desde que preencha alguns requisitos.

  1. Os status precisam ser melhor trabalhados. Combinar determinada quantidade de atributo necessário para usar um item e/ou upar uma habilidade de maestria é algo que pode ser bem melhor trabalhado. Pode acrescentar também combinações com os títulos e plano de carreia. São muitas possibilidades.

  1. É preciso haver sistema de penalidades para ganho de experiência e formação de grupo, tanto para pve como pvp. Isso evita uma serie de problemas dentro do jogo, por exemplo, que players inexperientes e leveis baixos sejam “carregados” por outros jogadores até um momento do jogo ao qual eles não deveriam estar.


VIII – ÁREAS EXPLORÁVEIS E MONSTROS MISTERIOSOS

  1. Em primeiro lugar, para entender como isso está em minha mente, isso deve ser encarado como algo extremamente raro e completamente aleatório.

  1. A ideia não é algo: “Eu vou entrar no jogo e fazer isso”. NÃO, você não vai.

  1. É algo assim: você está caminhando no mundo aberto, no meio do nada, não é um lugar específico, não é um monstro específico, não é um momento específico, é simplesmente aleatório, não é um respawn fixo, não é você quem decide, não há cálculo, não há uma forma de você “farmar” isso, é algo totalmente imprevisível, ao acaso e por sorte.

  1. De repente você vê, não sei, um coelho diferente (monstro mistérioso), você mata e quando analisa e você tem a POSSIBILIDADE de conseguir algo valioso, veja só, eu disse que você tem a POSSOBILIDADE, por exemplo, de conseguir uma pedra valiosa, ou um componente que pode ser usado para um craft valioso, etc. Veja bem, e atenção, além desses monstros misteriosos aparecerem de maneira totalmente aleatória, a chance de conseguir alguma coisa deles também é totalmente dependente da sorte.

  1. Outra coisa que poderia existir com a mesma ideia, são áreas e / ou objetos exploráveis. Uma gruta misteriosa por exemplo, uma garrafa no meio do rio, um arbusto, coisas que o jogador tem a opção de explorar ou entrar. Mas, novamente, são coisas totalmente aleatórias, que não estão disponíveis para sempre, possuem um curto período de tempo para serem exploradas.


IX – OUTRAS IDEIAS POSSÍVEIS


  1. Futuramente, caso a comunidade e o jogo queiram implementar montarias, ou algo do tipo, é preciso criar um sistema totalmente equilibrado e muito bem elaborado, e que não tenha grande impacto na jogabilidade, eu tenho uma ideia inicial para esse sistema, onde a montaria serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para o deslocamento. E o jogador terá que pensar com muito cuidado se vale a pena usá-la para uma determinada viagem.

  1. O jogador não poderá usar a montaria o tempo todo.

  1. Haverá restrições de área para montarias.

  1. O cavalo terá uma barra de energia que tem um tempo de recarga considerável, se o jogador quiser ir para uma área muito longe o cavalo pode ficar cansado, se não tiver condições para suportar a viagem, e assim ele entrará em “tempo de recarga”. O cavalo ficará na mesma velocidade de um jogador se movimentando, até que ele possa novamente desenvolver velocidade, ele poderá fazer isso somente após um determinado percentual de energia recuperada. O jogador não poderá realizar ações em cima do cavalo. Se o cavalo ou o jogador for abatido, o jogador cai e terá que decidir se corre atrás do cavalo, foge ou vai para o duelo. O jogador precisa ir até o cavalo caso perca o controle dele e o animal saia correndo pela floresta. O jogador não pode fazer algo como assobiar e o cavalo aparecer misteriosamente. Caso o jogador se perca do seus cavalo ao fugir dos inimigos por exemplo, passado algum tempo o cavalo dará respawn na cidade onde o jogador tenha feito seu “check-in”.

84.Os acampamentos devem ter estábulos para o cavalo descansar e recuperar as energias mais rapidamente, porém não deve ser algo instantâneo. De qualquer forma, há muitas variáveis em mente para isso.


X – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu tenho várias outras ideias, mas por enquanto acho que é isso.

O mais importante é que o jogo entregue uma gama infinita de possibilidades alinhadas as mais variadas formas e estilos de jogos. Se você gosta do pve, você vai ter suas inúmeros funções e caminhos para de divertir e crescer dentro do jogo, benefícios de craft, farms, você pode ter um papel de destaque nas invasões de monstros e lidar com bosses difíceis, você pode conseguir riqueza e gloria nesse seguimento e estilo de jogo, igualmente se você gosta de pvp, com as intensas guerras e os espólios das batalhas pvp. Acredito que em New World toda facção vai precisa de bons jogadores de pve, com os benefícios que estes jogadores podem ter para lidar com monstros poderosos, crafts, colheitas, mineração, como também precisar do talento de bons jogadores de pvp para as batalhas e guerras. Basta encontrar o equilíbrio do sucesso.

Essas são minhas considerações em face desse primeiro contato com o jogo.

Espero profundamente que o jogo não seja apenas mais um no meio de tantos outros horríveis que já existem.

A Amazon tem plena capacidade e poder para revolucionar mais esse mercado.

Espero que alguma coisa aqui tenha contribuído com algo, e torço pelo sucesso do jogo.

E continuem sempre olhando para o Brasil, aqui também tem mercado e pessoas capacitadas para fazer muita coisa pelo mundo, tanto real como virtual. Abraços!
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2020.08.28 21:59 HoBaLoy Uma Aliança de Gigantes e Reis

Esta é uma teoria de Cantuse, originalmente postada neste link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/giants-and-kings/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO II

O final de A Dança dos Dragões e especialmente os capítulos de amostra de Os Ventos do Inverno deixam claro que Mance Rayder e Mors Umber agiram em conjunto para resgatar com sucesso Arya Stark.
Há apenas um problema com isso: segundo todos os relatos, Mance Rayder e Mors Umber deveriam ser inimigos ferrenhos!
Mors queria o crânio de Mance para usar como caneca, e sua única filha foi raptada por selvagens há cerca de trinta anos.
Então, por que eles estão claramente trabalhando juntos em A Dança dos Dragões?
Explicar a complexa relação entre Mance Rayder e Mors Umber é o objetivo principal deste ensaio. Enfaticamente, estou fazendo as seguintes afirmações.
Mance Rayder e Mors Papa-Corvos estavam trabalhando juntos para executar a tentativa de resgate.
Esta aliança foi possível com o retorno da filha perdida de Mors.

DISPOSTO A NEGOCIAR

No início de A Dança dos Dragões, Stannis preside um conselho de guerra final antes de partir de Castelo Negro. Nesta sessão, Stannis se comporta de uma maneira um tanto incomum.

Um participante desnecessário

De fato, a primeira ação de Stannis naquele conselho foi dar Camisa de Chocalho a Jon como um selvagem para uso próprio de Jon. O que é estranho nessa declaração é que Stannis então permite que o selvagem permaneça presente, apesar da clara implicação de que Camisa de Chocalho não tinha qualquer utilidade em sua campanha.
Normalmente Stannis dispensa seu conselho quando deseja falar em particular: ele não permite a presença daqueles que considera desnecessários. Suas conversas privadas com Davos e Jon Snow ilustram o quanto Stannis esconde suas estratégias, às vezes até de seu próprio conselho. Portanto, parece estranho que Stannis permitiria a presença de uma testemunha ociosa.
Ensaios anteriores deste Mannifesto, particularmente Operating in the Dark, mostram que Stannis sabe sobre a sobrevivência de Mance e conspirou ativamente com Melisandre e Mance Rayder. Eles destacam ainda que Stannis intencionalmente colocou Camisa de Chocalho à disposição de Jon, para uso posterior como seu agente dentro de Winterfell.
Visto que a missão secreta de Mance é de suma importância, acredito que Stannis permitiu que “Camisa de Chocalho” permanecesse presente para que Mance pudesse adquirir qualquer conhecimento que o ajudasse em sua missão de resgate.
Então, o que Mance aprendeu neste conselho?
Especificamente: o que Mance aprendeu que o ajudaria a resgatar Arya Stark com sucesso?
Entre outros insights, Mance aprendeu o seguinte:

· Mors “Papa-Corvos” Umber quer a cabeça de Mance como caneca, e vingança por um saque de selvagens.

· Mors quer perdão por seu irmão Hother Umber, que se aliou aos Boltons.

· A única razão pela qual Hother se juntou a Bolton foi porque Grande Jon está em cativeiro.

Esses fatores indicam que os Umbers estão muito interessados em manter Grande Jon vivo, apesar de odiarem os Boltons. Indica a disposição deles de violarem seus princípios quando é importante para um objetivo mais importante.
Isso significa que os Umbers estão abertos à negociação, desde que oferecidos os incentivos adequados.
Além disso, significa que Mors pode ser facilmente persuadido a se juntar a Stannis, e que Hother provavelmente também se juntará. A única condição é que, sejam quais forem as ações realizadas, elas não devem expor os Umbers e, assim, ameaçar a vida do Grande Jon.

· A filha de Mors Umber foi sequestrada por selvagens há trinta anos.

Considerando-se a observação de que os Umbers estão dispostos a se comprometerem e negociarem quando necessário, a informação sobre a filha desaparecida de Mors torna-se um recurso valioso para o estabelecimento de um acordo com Mors Umber.
[...]

FILHA DE UM GIGANTE

[...]
A revelação dessa flexibilidade é fundamental. Isso leva a um paradoxo crucial e a uma dedução poderosa:
- Mors Papa-Corvos odeia Mance Rayder.
- No entanto, A Dança dos Dragões e Os Ventos do Inverno mostram um claro conluio entre Mors Papa-Corvos e Mance Rayder (também conhecido como Abel).
- Por que Mors seria conivente com um inimigo capital como Mance / Abel?
- Ou Mors não sabe a verdadeira identidade de Abel, ou ele estava disposto a se envolver com Mance.
- O que obrigaria Mors a se envolver e trabalhar com Mance Rayder?
- O retorno de sua filha.
Este ponto final é confirmado por meio de inferências. Sabemos inequivocamente que Mors e Mance trabalharam juntos. Sabemos que essas ações foram feitas com a intenção deliberada de beneficiar a campanha de Stannis. O que nos resta é o mistério: por quê?
Nós sabemos o início e o fim desta subtrama: no início Mance soube da filha desaparecida e da flexibilidade de Umber, e no final Mors e Mance estavam trabalhando juntos. O que falta é o meio, como foi negociada a cooperação entre Umber e Rayder.
Felizmente, agora podemos recorrer a algumas deduções confiáveis para encontrar nossas respostas.

Uma Barganha Infalível

Apenas o retorno da filha fornece uma explicação convincente para a paz entre Mors e Mance.
Não podemos presumir que Mance apareceu e simplesmente anunciou seu verdadeiro nome e esperava negociar a cooperação dos Umber apenas com base em boa fé. Como Mors parece ter uma ahostilidade intensa em relação a Mance, seria uma opção terrivelmente arriscada para Mance ou Stannis.
NOTA: Mance pode ter sido capaz de convencer Mors apenas com base no resgate de Arya, mas como você verá, este é um motivo muito menos convincente por si só.
Além disso, Mance não poderia aparecer como Abel e simplesmente esperar que Mors acreditasse na palavra de um selvagem qualquer de que ele poderia se infiltrar em Winterfell e raptar Arya Stark. É inverossímisil.
Quando invalidamos as proposições de Mance negociar puramente com base na boa fé ou Mance negociar disfarçado como Abel devemos olhar para outras explicações .
A única alternativa razoável é que Mance anunciou sua verdadeira identidade e explicou sua missão em Winterfell. Para evitar a represália de Mors pelas transgressões passadas dos selvagens e barganhar a ajuda de Mors, ele devolveria a filha perdida de Papa-Corvos.
Esta última opção parece ser o único método em que Stannis e Mance colocariam qualquer fé real: especificamente porque estariam apresentando a Mors uma indicação valiosa do envolvimento de Stannis e Mance.
E, afinal, se você quer sequestrar a filha de um lorde do norte, quem é melhor do que um selvagem? Mors sabe disso em primeira mão! Se Mance quisesse relembrar Papa-Corvos da habilidade selvagem para raptar filhas, o retorno de Rowan é uma evidência inegável.
NOTA: Estou bem ciente de que Mance não sequestrou Rowan, a cronologia torna isso impossível (ou extremamente improvável). Dito isso, seu retorno certamente demonstra familiaridade com raptos. Além disso, isso lembrará Mors de que os selvagens são famosos por roubar filhas: uma qualidade ideal neste caso.
Ao devolver a filha desaparecida a Umber, ele mostra ainda que os selvagens não causam danos indevidos a essas filhas "roubadas".
O raciocínio usado para chegar a essa conclusão parece bem alinhado, mas a razão por si só pode muitas vezes parecer insuficiente para convencer os leitores.
Felizmente, temos mais do que apenas raciocínio: temos uma candidata ideal para a filha de Mors também.

Uma filha e uma esposa de lança

Entre as seis esposas de lança que se juntam a Mance-Abel em Winterfell, há uma em particular que merece um estudo mais aprofundado: Rowan .
Colocando de forma clara: Rowan, a esposa de lanças, é na verdade Rowan Umber, a filha perdida de Mors “Papa-Corvos” Umber.
A principal razão para essa conclusão está enraizada em seus maneirismos, singulares entre as esposas de lança e entre os selvagens em geral.
Rowan tem um respeito muito distinto pelos Stark, diferente de qualquer selvagem visto até agora:
Mesmo a lama estava congelando nas bordas, Theon viu.
– O inverno está chegando...
Rowan lhe deu um olhar duro.
– Você não tem o direito de pronunciar as palavras de Lorde Eddard. Não você. Nunca. Depois do que fez…
(ADWD, Theon)
Para uma cultura que despreza os “ajoelhados” e o que eles representam, a ideia de uma selvagem que tem grande estima pelos Stark é muito rara. Mas ela vai além: ela chama Eddard de lorde, mostra grande respeito pelo legado de Eddard e conhece as palavras Stark.
Essas características sugerem que Rowan tem uma paixão pela honra dos Stark, bem como pela hierarquia política no norte. Esses atributos não surgiriam espontaneamente em uma selvagem, eles só se desenvolveriam em uma pessoa que realmente viveu ao sul da Muralha por algum tempo. Seu respeito apaixonado pelo personagem de Eddard em particular é indicativo de alguém que veio a conhecer o falecido lorde por reputação ou por interação direta.
O conhecimento de Rowan das palavras Stark mostra que ela tem pelo menos uma educação passageira dos símbolos e das palavras das Casas do norte. Isso sugere pelo menos alguma educação formal, provavelmente durante a infância em uma casa nobre.
Rowan ainda dá um grande passo adiante em seu respeito pelos costumes de Westerosi: ela chama Stannis por seu título de Rei!
– A neve nos esconderá. Você é surdo? Bolton está enviando suas espadas. Temos que alcançar [Rei] Stannis antes que eles o façam.
(ADWD, Theon – A tradução brasileira esqueceu do “rei”)
Ela parece genuinamente conceder a Stannis seu tratamento de rei. Os selvagens nunca usaram essas formas de tratamento para se referir aos reis:
– Vossa Graça? – o rei sorriu. – Isso não é tratamento que se ouça com frequência vindo dos lábios do povo livre. Para a maioria sou Mance. O Mance para
alguns. Aceita umcorno de hidromel?
(ASOS, Jon I)
Resumindo rapidamente esta seção:

  1. Sabemos com certeza que Mors e Mance estavam trabalhando juntos, que algum tipo de aliança foi negociada.
  2. A maneira mais convincente de Mance garantir essa aliança foi através do retorno da filha perdida de Mors.
  3. O comportamento atípico de Rowan mostra que ela provavelmente foi criada ao sul da Muralha e se juntou aos selvagens em algum momento de sua vida.
  4. Seu conhecimento das palavras Stark sugere uma educação formal, tipicamente associada à nobreza ou outras famílias de classe alta.
Sabendo que Mors é o único senhor mencionado como tendo uma filha desaparecida, Rowan é, portanto, a única resposta viável.
Argumentar que não parece ignorar a preponderância de evidências sugerindo o contrário. Pareceria um desvio para refutar o que é quase irrefutavelmente a verdade.

O SOM DE STANNIS

Em A Dança dos Dragões, berrantes e tambores começam a soar fora de Winterfell durante uma nevasca colossal. Os homens enfurnados em Winterfell acreditam que esses ruídos anunciam a chegada de Stannis, nós, leitores, sabemos que os sons são, na verdade, de Mors Papa-Corvos e seu bando de garotos verdes.

Onde estão as trombetas?

A natureza desses sons esconde uma interessante parcela de evidência que ainda indica haver uma conspiração entre Mance e Mors. É pequena, mas incrivelmente incriminadora.
Quando o céu começou a clarear, o som dos tambores já sumira, embora os berrantes de guerra tivessem sido ouvidos.
(ADWD, Theon)
– Lorde Stannis está do lado de fora das muralhas, e não muito longe, pelo que parece. Tudo o que precisamos fazer é chegar até ele. – Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde.
(ADWD, Theon)
Então Stannis está aparentemente fora das muralhas do castelo, soprando berrantes de guerra e tocando tambores. Pelo menos de acordo com Mance. No entanto, isso é um absurdo completo:
Soavam trombetas por todo lado, sonoras e metálicas. Os selvagens não têm trombetas, têm apenas berrantes de guerra.
(ASOS, Jon X)
Alguém pensaria que Mance se lembraria do som das trombetas como o verdadeiro sinal da presença de Stannis. Afinal, a maior batalha –e maior derrota contundente– de toda a sua vida foi anunciada por trombetas.
Mance mentiu claramente para Theon sobre Stannis estar fora de Winterfell. Mance sabe que Stannis não está fora das muralhas, mas ainda pretende enviar Theon e Arya para a fonte do ruído: algo que Mance dificilmente faria, a menos que ele soubesse a verdadeira identidade daqueles lá fora.
Essa conclusão também mostra que Mance não quer que Theon saiba a verdade sobre Mors, ou o propósito dos sons.
O que então significam os sons? São uma guerra puramente psicológica ou algo mais?

UM SINAL MUSICAL

A ocorrência dos chifres de guerra e tambores fora de Winterfell está curiosamente alinhada com vários acontecimentos. Existem vários eventos interessantes que acontecem pouco antes ou depois que a música começa a tocar:
Antes de a música começar
· Assassinatos ocorrem diariamente.
· Theon encontra o “homem encapuzado”.
· Theon é interrogado por Roose Bolton, Barbrey Dustin, Roger Ryswell e Aenys Frey.
Depois que a música começa
· Theon é capturado pelas esposas de lança, trazido para Abel / Mance.
· Não há mais assassinatos. NOTA: A morte do pequeno Walder não conta, sob a evidência de que ele não foi morto pelos mesmos assassinos das mortes anteriores.
· A música para na madrugada do dia seguinte com três toques distintos de berrantes de guerra.
· Mance Rayder e as esposas planejam realizar sua tentativa de resgate naquele dia.
Os berrantes e a bateria são de Mors. Como você pode ver, uma grande quantidade de ação acontece quando eles começam a soprar. Tudo isso está associado à missão de resgate de Mance.
Parece claro que os berrantes de guerra sinalizaram a Mance e às esposas de lança para realizar a tentativa de resgate. Não parece um meio de dizer a Mance “Estou pronto! Estou em posição de receber Arya”?

Uma pausa nos assassinatos

Há ampla evidência em A Dança dos Dragões de que a maioria dos assassinatos em Winterfell foram causados pelas esposas de lança.
Por que eles estão acontecendo? Por que eles pararam?
Embora o texto não deixe claro, parece mais provável que os assassinatos tivessem o objetivo de semear a discórdia entre os vários senhores de Winterfell. O maior exemplo dessa turbulência é a animosidade fervente entre Freys e Manderlys. As mortes estão fazendo os ânimos se incediarem.
As esposas também estavam matando em rápida sucessão, corpos eram encontrados de manhã e à noite. No entanto, nenhum corpo foi encontrado na manhã da tentativa de resgate, a manhã em que os berrantes de guerra estão soando. Parece que as esposas de lança mudaram repentinamente de curso, os berrantes de guerra sinalizando a chegada da hora de fazer outra coisa.
Os chifres de guerra eram um sinal de que Mors estava pronto para o início da missão de resgate.
NOTA: As esposas de lança não pretendiam criar discórdia a ponto de criar um conflito entre os aliados de Bolton; seus planos foram atrapalhados pelos Freys e Manderlys terem entrado em conflito e ordenados a sair em busca de Stannis.
Além disso, o motivo pelo qual Theon só foi abduzido depois que os berrantes foram tocados foi para minimizar o risco de seu envolvimento. Já mostrei que Mance mentiu deliberadamente para Theon sobre quem estava fora dos muros de Winterfell, corroborando fortemente sua desconfiança.

O Homem Encapuzado e o Interrogatório

Uma coisa é Mors dizer a Mance que ele está pronto. Ele também precisa saber se Mance está pronto para realmente realizar o resgate. Afinal, sem qualquer comunicação entre eles, Mors poderia ficar tocando aquelas buzinas indefinidamente e sem efeito algum.
Então, como Mance fala com Mors?
Isso se conecta a um evento que permanece inexplicável: o encontro infame de Theon com o “homem encapuzado”.
Não é interessante que este homem pareça ter aparecido pela primeira vez justo na noite anterior ao som dos chifres de guerra?
Explorar totalmente a identidade do Homem Encapuzado é um assunto que requer um olhar mais aprofundado sobre as coisas. Dar a você uma explicação completa e convincente de quem eu penso que é, e por quê , é o assunto do próximo ensaio no Manifesto, The Hooded Man Uncloaked .
[...]

IMPLICAÇÕES

Existe um enigma que deve ser refletido:
Se as esposas de lança estiveram em Winterfell o tempo todo, por que eles só começaram os assassinatos três dias antes da tentativa de resgate?
Em outras palavras, por que elas só começaram a matar pessoas naquele momento? Elas planejavam fazer isso indefinidamente até que Mors desse o sinal?
Isso leva à pergunta muito importante:
Houve um sinal para as esposas de lança começarem seus assassinatos? Ele veio de Mors?
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2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.03 00:26 ThorDansLaCroix Eric Voegelin e a Ideologia Conservadora

Usamos a ideologia para nos justificar. Isso nos leva ao pensamento desejosos. Distorce nossa capacidade de ouvir opiniões diferentes e opostas.
A retórica do fascismo e do nazismo sendo uma ideologia de esquerda, assim como o socialismo e o comunismo sobre serem todos iguais, passou a ser um assunto popular entre muitos conservadores influenciados pelo Think Tank nas mídias sociais como Jordan Peterson, Ben Shapiro, Dave Rubin, Stefan Molyeux, entre outros. Eles se apoiam fortemente em instituições de pesquisas políticas, como a The Heritage Foundation, que promove princípios conservadores, e o Center for American Progress, que são mais partidários em seu propósito [1].
Os partidários dessa nova retórica popularizada pelas mídias sociais são todos conservadores, principalmente apoiando o capitalismo anarquico e o neoliberalismo. Embora muitos desses conservadores rejeitem a narrativa histórica, confundindo libertarianismo e neoliberalismo ao qual rejeitam o ultimo termo; o primeiro frequentemente sendo confundido com a esquerda, se não com o socialismo que é frequentemente usado como sinônimo de esquerda, por muitos libertários.
Entre tantas contradições absurdas, uma das principais contradições está em suas próprias referências usadas para apoiar sua ideologia e retórica. Ludwig von Mises é um dos economistas mais respeitados entre conservadores e libertários, que não apenas viam o fascismo como distinto do comunismo, mas pensavam que ele tinha boas intenções e méritos, por salvar a Europa do comunismo [2]. (Veja a página 51: https://books.google.de/books?id=TMkSpFYc_SEC&printsec=frontcover&hl=de&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false )
"Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando o estabelecimento de ditaduras, estejam cheios das boas intenções e que sua intervenção salvou a civilização européia no momento. O mérito que o fascismo conquistou por si mesmo viverá eternamente, embora sua política tenha trazido salvação no momento, ela não é do tipo que poderia prometer sucesso contínuo. O fascismo era um improviso emergencial. Considerá-lo algo mais seria um erro fatal ".
A insistência e a opinião popularizada de que o fascismo / nazismo e o socialismo / comunismo são a mesma ideologia, ou no mesmo espectro político, parecem ter raízes em outro pensador conservador, desta vez um filósofo, chamado Eric Voegelin. Aprendi sobre ele em um debate sobre o marxismo, no qual foi sugerido que o marxismo e todas as ideologias funcionam exatamente como religião que, através da busca de uma sociedade utópica idealizada, as pessoas esperam estabelecer um paraíso permanente na terra, arquivar a ordem de uma estabilidade socioeconômica que as sociedades anteriores tinham, mas se perdeu, segundo ele, na tradição do pensamento positivista da sociedade moderna e pós-moderna [3]. Voegelin conecta fundação epistemológico e ideologias acreditando que o marxismo tinha similaridades formais com as teologias cristãs (como a figura do crente / proletário, o julgamento final / revolução, a criação de um paraíso na terra / a criação do comunismo, etc.). Em outras palavras, ele pensava que as ideologias eram "religiões secularizadas" tentam criar um paraíso na terra. Voegelin acusou o marxismo de ter o aspecto perigoso que a ideologia tem: o irrefutável fundamento epistemológico sobre o qual eles poderiam fundamentar sua política, o que, por sua vez, os torna intolerantes a qualquer opinião diferente. Mas, ao mesmo tempo, ele acreditava que o problema era o da corrupção da moral, causada por uma tradição de pensamento positivista, inerente às ideologias modernas e pós-modernas. E tal moralidade, segundo ele, só pode ser restaurada com a eliminação da influência do pensamento do positivismo, incluindo o empirismo. Essa aversão ao empirismo é também o fundamento da Praxeologia de Mises, que Mises acreditava que a economia era sua subdisciplina [4].
A teoria filosófica de Voegelin coincide com a retórica de Jordan Peterson contra ideologias. Peterson como Voegelin frequentemente falavam sobre ideologias como se fossem sinônimos do espectro político de esquerda. Jordan Peterson frequentemente afirmava não ter ideologia, o que é frequentemente uma afirmação lembrada por seus seguidores nas mídias sociais. Mas outra contradição surge nos debates moderados do Think Tank: sua crença em ter o empirismo como suporte de suas análises políticas e econômicas, contra o que eles acreditam ser a imaginação utópica irracional e emocional da esquerda, apesar de a maior parte de sua retórica contra a esquerda ser baseado em um princípio filosófico, sem querer ou saber, que é contra o empirismo.
Antes de Voegelin, Otto Rank e Oswald Spengler, entre outros, traçaram a relação entre religião, epistemologia e marxismo. Os contemporâneos de Voegelin, como Derrida, Laclau, Badiou ou Jameson (os pós-modernistas que Jordan Peterson chamou ironicamente como a nova onda de marxistas) também exploraram esses relacionamentos e os levaram a sério. Por essa razão, a filosofia de Voegelin não parte de um pensamento original, como muitos conservadores que o conhecem e o lêem gostam de acreditar. Voegelin, assim como Jordan Peterson, apenas tentou encontrar uma nova explicação para o que já foi totalmente pensado e elaborado pelos pensadores do passado, uma explicação que se encaixa no pessimismo sobre o futuro, para oferecer uma interpretação alternativa, uma reinterpretação conservadora que apóia seus desejos de um retorno a um idealismo passado de estabilidade e ordem que as sociedades já tiveram. Para isso, sua nova interpretação deve ser pensada de maneira que não possa acomodar as narrativas empíricas, progressistas e de esquerda contra as quais se opõem. Os conservadores acreditam que a religião, a família e as tradições são o que as ideologias de hoje (a chamada esquerda) tentam substituir com suas utopias e autoritarismo.
Eric Voegelin foi fortemente influenciado por sua formação religiosa, como Jordan Peterson, embora raramente admitisse. O que diferencia Voegelin e Peterson de pessimistas como Oswald Spengler é que este último reconheceu que a estabilidade das sociedades passadas só era possível devido à falta de competição social, responsável pelas pequenas e lentas mudanças na sociedade. Pensadores admitidos serem fascistas são mais realistas do que os libertários de direita e neoliberalistas, que rejeitam o fato de que a livre concorrência é o que promove mudanças rápidas que causam inseguranças e, consequentemente, a falta de estabilidade e, sem o entendimento mais básico disso, conservadores hoje não podem ter nenhum entendimento das diferenças entre o fascismo, que apóia o capitalismo com restrições na competição pelo estabelecimento da ordem socioeconômica - e que não pode ser entendido pelas pessoas que apóiam o capitalismo hoje, os neoliberalistas, por pensar que o capitalismo é simplesmente sinônimo de livre concorrência e não um modo de organização socioeconômica. Assim como eles não conseguem entender a diferença entre fascismo e socialismo, pensando que são a mesma coisa por serem “regimes autoritários” contra o que eles acreditam ser a "liberdade e competição do capitalismo".
Apesar de muitas contradições entre eles, o que esses pensadores conservadores pessimistas têm em comum é a tentativa de criar uma interpretação alternativa da realidade que possa acomodar e justificar sua visão negativa de mudanças rápidas e imprevisíveis na sociedade, acusando os problemas sociais e psicológicos de hoje à corrupção uma moral e tradição, corrupção causada,segundo eles, pelos progressistas de esquerda.
Spinoza, Otto Rank, Winnicott, Hannah Arendt, entre muitos outros (em que seus pensamentos são hoje confirmados pela neurobiologia de António Damásio, por exemplo), também acreditavam que as crises da sociedade moderna e pós-moderna são criadas pela tradição do pensamento positivista e tocaram a mesmo ponto que Eric Voegelin, que certamente foi influenciado por seus pensadores passados ​​e contemporâneos. O que os diferencia de Voegelin é a crença de que a tradição do pensamento positivista é apenas parte de um processo longo e natural do desenvolvimento humano. Portanto, eles não acreditam que o retorno a um passado ideal seja a resposta ou mesmo possível.
Otto Rank em "Psychology and the Soul", bem como em "Beyond Psychology", apóia que tudo é religião, não apenas ideologias, e ele o explica, traçando o desenvolvimento da percepção humana da realidade e a percepção de nossa própria existência, através da análise de estudos antropológicos. A teoria de Otto Rank pode ser totalmente apoiada pelos estúdios de neurobiologia de António Damásio sobre a formação de culturas (veja "The Strange Order of Things"), e que também apóia a Filosofia de Spinoza (veja o livro de António Damásio "Looking for Spinoza”) em relação à percepção humana. Winnicott, contemporâneo de Voegelin, tem uma teoria muito clara sobre a formação de conflitos internos humanos e a busca de uma ordem "divina" no mundo (ver "Human Nature”), que também pode ser correlacionada com obras da pensadores anteriores mencionados.
Voegelin parece usar o mesmo conceito por trás de todos esses pensadores. Sobre os humanos que procuram o permanente e o eterno, mas com a diferença de usar esses conceitos para racionalizar e culpar um grupo específico e tradição de pensamento, incluindo a própria ciência. Não posso deixar de ver alguma semelhança com a tentativa de Jordan Peterson de encontrar uma explicação alternativa fora do campo acadêmico / científico por culpar as universidades por serem doutrinação marxista, bem como culpar a decadência da sociedade pelo suposto "marxismo pós-modernista". E ambos, junto com Oswald Spengler, culpam a corrupção de alguns princípios morais desde o advento da tradição do pensamento moderno. (Atenha que eu não estou sugerindo que Jordan Peterson esteja próximo do conhecimento acadêmico e da filosofia de Voegelin e Spengler, mas apenas sugerindo que os três tenham em comum a culpa de grupos e a tradição de pensamento - corrupção de uma certa moralidade - que eles tentam encontrar explicações distantes, o que parece ter algo a ver com suas visões negativas para a sociedade de hoje quanto ao futuro).
Os pensadores que mencionei no início não culpam a corrupção de nenhuma moral ou tradição de pensamento como o ponto de partida do problema, porque, para tal culpa, é preciso acreditar em uma moral universal ou eterna, que se foca nessa busca da eternidade de tradição moral ou de pensamento universal (religiosidade). Em vez disso, eles acreditam que é um processo natural de desenvolvimento da sociedade humana [e armadilha evolutiva], que aliena as pessoas da natureza em primeiro lugar, depois aliena as pessoas de suas tribos e hoje as pessoas se alienam umas das outras, tudo o que costumava dar segurança permanente à autoperpetuação. Sem tais conexões com a terra, comunidade e indivíduos, as pessoas se sentem alienadas e isoladas. A alienação faz com que as pessoas se sintam hostis, não tenham nada do que possam sentir pertencer e nada pelo qual possam se sentir perpetuadas. Por essa razão, eles criam religiões, instituições, clubes, etc. - como também os supostos inimigos de sua moralidade, pensamento e tradição (religiosos), os quais podem culpar a corrupção de seus princípios morais e institucionais (por não durarem, não serem permanentes e não serem eternos), em vez de reconhecer as mudanças naturais e constantes inerentes à sociedade e ao desenvolvimento humano. Por esse motivo, Jordan Peterson e Voegelin acidentalmente caem na armadilha que criam, se tornado aquilo ao qual culpam ser o problema. O que os difere dos pensadores não conservadores e não pessimistas que mencionei é que esses últimos tentam avançar no que acreditam ser uma sociedade em constante mudança assim como a contante mudança na percepção humana da realidade, e nesse movimento natural da realidade tentam acomodar suas soluções (aqueles que apresentar qualquer solução). Acontece que Voegelin percebeu que estava se tornando um dos ideólogos contra os quais estava lutando. Um ideólogo a favor da religião, instituições e tudo mais. Ele aborda isso na introdução do terceiro volume de “Order and History”.
[1] Weisberg, Jacob. Happy Birthday, Heritage Foundation 2010-03-23 at the Wayback Machine, Slate, January 9, 1998. [2] MISES L. V. "Liberalismus". Germany: Gustav Fischer Verlag,1927. [3] Macintyre, A. Three Rival Versions of Moral Enquiry. University of Notre Dame Press, 1990 [4] Mises, Ludwig von. "Psychology and Thymology". Theory and History. New Haven : Yale University Press, 1957 (pp. 272)

http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/eric-voegelin-e-a-ideologia-conservadora
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2020.07.21 09:03 Emile-Principe O Problema da Distribuição não é o Centro da Economia — Comentários sobre “O Capital no Século 21” - Tradução de Gabriel Gonçalves Martinez

Zhou Xincheng*
Com a publicação de “O Capital no Século 21” de Thomas Piketty, há muita discussão nos círculos econômicos. Isso é compreensível, porque o problema da distribuição sempre afetou o coração das pessoas. Na China, desde a década de 90 do século passado, o problema da distribuição é cada vez mais proeminente, piora a diferença de renda, e aumenta a voz das pessoas pedindo por prosperidade comum. É inevitável que os economistas falem sobre o problema da distribuição.
Já que a atenção prestada ao problema da distribuição é tão alto, podemos então concluir que“a distribuição de renda deve ser colocada como centro do estudo econômico”? Esta formulação envolve uma questão de princípio. Qual posição ocupa a distribuição na vida econômica? Os estudos econômicos no Ocidente frequentemente concentram sua atenção na distribuição, sempre dando voltas entorno da relação entre eficiência e justiça. É como se uma vez que as políticas de distribuição forem ajustadas, os defeitos do capitalismo podem ser ajustados e sua saúde e vitalidade mantidas. Eles não estão dispostos a tocar na propriedade capitalista, nem estão dispostos em investigar a relação entre o proletariado e a burguesia no campo da produção. Isso está de acordo com os interesses fundamentais da burguesia. Porém, nós não podemos proceder dessa maneira.
De acordo com a visão Marxista, a distribuição não é o centro da economia, ela é parte da produção, decidida pela propriedade dos meios de produção, portanto está em uma posição subordinada. Vendo a partir da relação entre vários elos da produção (produção, troca, distribuição e consumo), é a produção que determina a distribuição. Apenas por meio da produção das coisas é possível realizar a distribuição. Sem produção não pode haver distribuição. É assim não apenas vendo a partir da forma dos objetos materiais, mas também a partir dos modos de distribuição. O modo de produção determina o modo de distribuição. Se os meios de produção estão nas mãos dos capitalistas, os trabalhadores nada possuem, então precisam vender sua força de trabalho no mercado, contratado e recebendo ordens do capitalista no processo de produção, então na distribuição o trabalhador obrigatoriamente receberá um salário (valor da força de trabalho), o capitalista obterá lucro (o que quer dizer que o capitalista terá livre posse da mais valia produzida pelo trabalhador, ou seja, os capitalistas dependem que o capital obtenha renda). Essa é uma necessidade objetiva, que não depende da vontade das pessoas. Mesmo que um método específico de distribuição mude, sua natureza não pode ser alterada. Marx afirmou: “A própria distribuição é um produto da produção, tanto no que se refere ao seu objeto (pois só se podem distribuir os resultados da produção) como no que se refere à sua forma (posto que o modo determinado de participação na produção determina as formas particulares da distribuição, isto é: a forma sob a qual se participa na distribuição). “ (Introdução à Contribuição Para a Crítica da Economia Política)
Por isso, ao pesquisarmos o problema da distribuição, primeiramente devemos pesquisar o modo de produção. Vendo a partir da essência das coisas, ao abandonar o modo de produção, não podemos ver de maneira clara o problema da distribuição. Diferentes sistemas sociais possuem diferentes modos de distribuição. Nós não podemos deixar de lado o modo de produção e abstratamente investigarmos a distribuição. A distribuição na sociedade capitalista é uma coisa, a produção na sociedade socialista é outra coisa; a distribuição sob a base da propriedade privada dos meios de produção é uma coisa (obviamente, a relação de distribuição sob diferentes formas de propriedade privada é também diferente), a distribuição sob a base da propriedade pública é outra coisa. Existe uma diferença de princípios entre os dois. Tentar encontrar em diferentes tipos de sociedade certas características comuns, tirando algumas leis gerais básicas (por exemplo, escravos, servos e trabalhadores assalariados recebem uma determinada quantidade de comida que permite que eles existam como escravos, servos e trabalhadores assalariados), bem como um número específico de fenômenos superficiais (por exemplo, tanto nas empresas públicas socialistas, quanto nas empresas privadas capitalistas existe pagamento de salario), não existem grandes diferenças. Vendo a partir da perspectiva das relações econômicas, a distribuição é um tipo de relação entre as pessoas e depende das relações de propriedade dos meios de produção. Qualquer produção material é efetuada em sociedade, é uma produção social. “A produção é sempre apropriação da natureza pelo indivíduo no seio e por intermédio de uma forma de sociedade determinada.” (Introdução) Os economistas burgueses frequentemente gostam de usar o indivíduo como ponto de partida de suas pesquisas, no entanto, histórias como a de Robinson Crusoe são apenas invenções de escritores e não podem existir na vida real.
No processo de produção, as pessoas inevitavelmente irão contrair inevitáveis relações que não dependem de suas vontades, que são relações de produção compatíveis com um determinado estágio do desenvolvimento da produtividade material. As relações econômicas são um sistema composto por múltiplas relações, entre elas a propriedade dos meios de produção é a base de todas as relações econômicas, ela é a relação decisiva, e aquele que possua esses meios de produção possuem a vantagem em todo o processo de produção, podendo dominar e explorar todos aqueles que perderam os meios de produção. As relações de distribuições são subordinadas e determinadas pelo regime de propriedade. Um determinado tipo de propriedade dos meios de produção terá um determinado tipo de relações de distribuição. A propriedade privada capitalista determina as relações de distribuição capitalista, que significa que os capitalistas obtêm lucros (a mais-valia criada pelos trabalhadores), os trabalhadores ganham um salário (valor da força de trabalho), formando uma relação de exploração capitalista; a propriedade pública socialista determina as relações de distribuição socialista, ou seja, a distribuição se dá de acordo com o trabalho, excluindo os meios de produção na participação da distribuição. Se você não trabalha você não recebe. Sem explicar o sistema de propriedade, não se pode explicar a questão da distribuição.
Lenin ao dar uma definição sobre as classes, especificamente apontou que as relações de distribuição são determinadas pelo regime de propriedade. Ele falou: “Chama-se classes a grandes grupos de pessoas que se diferenciam entre si pelo seu lugar num sistema de produção social historicamente determinado, pela sua relação (as mais das vezes fixada e formulada nas leis) com os meios de produção, pelo seu papel na organização social do trabalho e, consequentemente, pelo modo de obtenção e pelas dimensões da parte da riqueza social de que dispõem.” (Uma Grande Iniciativa, 1919) Ele não divide as classes principalmente de acordo com a reanda (no Ocidente os economistas e sociólogos frequentemente fazem isto), mas sim divide as classes de acordo com a propriedade dos meios de produção. Ele acredita que o “método e a quantidade” da distribuição é decidido pela propriedade. Estudar os problemas da política e da economia, investigando as relações de classe, vendo a propriedade como o fator decisivo ou tomar a distribuição salarial como centro? Esta é precisamente a maior diferença entre o Marxismo e a economia política e a sociologia Ocidental.
Marx e Engels prestaram uma atenção muito grande à questão da propriedade. Eles sempre tomaram a questão da propriedade como a questão fundamental da economia e como centro da investigação do desenvolvimento da sociedade humana. Engels ao resumir a história do desenvolvimento social da humanidade apontou que a revolução, ainda que seja um movimento político, ela em última instância busca alterar a propriedade dos meios de produção. Ele disse: “Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Por isso, Marx e Engels no “Manifesto do Partido Comunista” enfatizaram que a questão da propriedade era o “problema básico” do movimento comunista. “A revolução comunista é a mais completa ruptura com a propriedade tradicional”. Quando investigava e estudava os métodos para a libertação do proletariado e do povo trabalhador conquistar sua libertação, sempre colocaram a questão da propriedade em primeiro lugar. Eles enfatizaram: “Os comunistas podem resumir sua teoria em uma frase: eliminar a propriedade privada.”
A propriedade determina as relações de distribuição. Portanto, não podemos estudar a questão da distribuição por si mesma, mas sim devemos primeiro investigar a questão da propriedade dos meios de produção. Ao estudarmos a questão sob esta premissa, nós podemos ver a essência da distribuição. Ao discutirmos a questão da distribuição, sem falarmos da propriedade, iremos apenas descrever a aparência dos fenômenos, sem compreender sua essência. Mao Zedong aderiu e desenvolveu o princípio básico de Marx de que a produção determina a distribuição e o modo de produção determina o modo de distribuição. Quando ele estava lendo o Manual de Economia Política da União Soviética, ele propôs um importante princípio metodológico para investigar a distribuição: É necessário estudar o problema da distribuição a a partir da propriedade dos meios de produção, ou seja, estudar a distribuição dos bens de consumo em conexão com as condições de produção. Ele criticou o Manual por este ter deixado de lado a distribuição dos meios de produção na hora de discutir a distribuição dos bens de consumo, considerando a distribuição dos meios de consumo como a força motriz decisiva, apontando que esta era uma teoria equivocada que considera a distribuição como determinante. No que diz respeito a questão da distribuição, de acordo com Marx em “Crítica do Programa de Gotha“, a distribuição é primeiramente a distribuição das condições de produção, nas mãos de quem está os meios de produção, esta é questão decisiva; a distribuição dos meios de produção determina a distribuição dos bens de consumo; o Manual não explica a distribuição dos meios de produção, apenas fala da distribuição dos bens de consumo, considerando a distribuição dos bens consumo com força motriz decisiva, o que é uma revisão da visão correta de Marx exposta acima, um grande equivoco teórico.
Ele ainda afirmou que é errado explicar a superioridade do socialismo sem falar na propriedade pública, apenas falando em aumento de salários. O “ Manual” fala que a superioridade fundamental do socialismo em relação ao capitalismo é porque os salários se elevam constantemente, o que é algo bastante errado; os salários pertencem a distribuição dos bens de consumo. Um tipo determinado de distribuição dos meios de produção terá um tipo de distribuição de produtos e distribuição de bens de consumo; o primeiro determina o segundo. Tais conclusões de Mao Zedong são instrutivas para estudarmos o problema atual da distribuição.
Atualmente, nos estudos sobre o problema da distribuição, há uma tendência entre os círculos econômicos que não fala sobre a questão da propriedade e apenas fala sobre a distribuição. Esta tendência se assemelha ao lassalianismo criticado por Marx: circular entorno da distribuição, parecendo que o objetivo de luta dos socialistas é obter uma “fruto integral do trabalho”, o que Marx critica como socialismo vulgar. Na discussão sobre a questão da distribuição, a tendência de falar sobre a propriedade, mas apenas falar sobre políticas específicas de distribuição e a tomada de algumas medidas, pode ser vista em todos os lugares na China. Por exemplo, ao falarem sobre a questão da diferença entre ricos e pobres, sem analisar suas raízes, muitos acadêmicos que estudam tal problema passam a impressão que, desde que as políticas de distribuição sejam ajustadas, este problema pode ser eliminado. O mais importante em seus artigos é a questão da distribuição. Na fase primária do socialismo, devido o baixo nível de desenvolvimento das forças produtivas, a economia privada joga um papel positivo no desenvolvimento da economia nacional. Nós devemos implementar o sistema econômico básico que toma a propriedade pública como corpo principal, com múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente. Portanto, nós ainda não podemos eliminar a pobreza definitivamente. A diferença entre ricos e pobres pode ser apenas limitada até certo nível através do desenvolvimento da propriedade pública, de forma que isto não se espalhe por toda a sociedade. O impacto social da diferença entre ricos e pobres pode ser mitigado através de medidas apropriadas na área da redistribuição.
Outro exemplo é o de quando alguns economistas falam sobre a prosperidade comum, eles não mencionam a propriedade pública, como sob a base da propriedade privada, é possível conquistar um melhor bem-estar e assim conquistar a prosperidade comum. Eles consideram a Suécia como um modelo de prosperidade comum, sendo esta uma das razões pela qual algumas pessoas advogam seguir o caminho do socialismo democrático. Eles consideram a prosperidade comum meramente como a melhoria de vida de todos. Não consideram que a prosperidade comum é um tipo de relação de distribuição, ou seja, ela é distribuição realizada de acordo com um padrão unificado (em vez de ser alguma pessoa obtendo renda apoiando-se no capital ou uma pessoa obtendo sua renda por meio do trabalho). Portanto, com o desenvolvimento da produtividade, o padrão de vida pode ser melhorado de maneira geral. Isto só pode ser conquistado baixo a propriedade pública. A propriedade privada leva apenas a polarização e nunca conquistará a prosperidade comum. Alguns economistas falam em prosperidade comum enquanto advogam a privatização. Não seria exatamente o oposto?
De acordo com o Marxismo, as relações de distribuição depende do regime de propriedade, portanto ao falarmos da distribuição, devemos colocar a regime de propriedade em primeiro lugar. Em seu livro “O Capital do Século 21”, Piketty usa vários dados estatísticos para provar que nos países capitalistas a taxa de crescimento do retorno do capital é maior que a do PIB, então a diferença entre ricos e pobres está se aprofundando, e a polarização se intensificando. Ele critica fortemente a teoria da curva U invertida de Kuznets, que é uma defesa aberta do capitalismo (a expansão da diferença entre ricos e pobres faz parte do estágio inicial do desenvolvimento e com o desenvolvimento das forças produtivas esta diferença irá naturalmente diminuir), o que ajuda a entender a realidade do capitalismo atual. Este é um mérito que devemos reconhecer. No entanto, o seu grande defeito (um defeito comum entre economistas burgueses) é que ele em momento algum menciona a propriedade privada capitalista, e não a vê como a causa do problema. Parece que somente ajustando as políticas de distribuição, tais como a coleta de impostos sobre as heranças, imposto progressivo sobre a renda, etc., isto pode evitar o aumento da diferença entre ricos e pobres e eliminar o fenômeno da polarização. Ele fica apenas na aparência do fenômeno, sem revelar a essência do problema. Vendo da perspectiva da revelação da essência do sistema capitalista e da exposição da tendência do desenvolvimento humano, Piketty não pode ser comparado com Marx. Um é um economista burguês que apenas quer encontrar um caminho dentro do capitalismo; o outro é um revolucionário que advoga a derrubada do sistema capitalista e a sua substituição pelo sistema socialista. Deixar de lado a propriedade privada capitalista e tratar a distribuição como o centro da pesquisa econômica é uma manifestação de que a teoria econômica de Piketty é economia burguesa. Portanto, “O Capital no Século XXI” não se compara a “O Capital” em termos de profundidade teórica.
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2020.07.18 13:16 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.07.18 13:14 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.06.16 02:55 aquele_inconveniente Falsos positivos: Um perigo para a política portuguesa

Ter um conhecimento de estatística é decisivo na compreensão do mundo. Permite-nos inferir a probabilidade de um evento, ter confiança em fazer certas afirmações e comprovar, ou desmentir, concepções sobre a realidade em que vivemos.
Ao longo deste texto irei ilustrar os conceitos de falso positivo e falso negativo e a sua relação com a política nacional. Principalmente o efeito de apelidar alguém de fascista, racista, comuna, etc. e cometer um falso positivo (quando não o são) ou não apelidar e cometer um falso negativo (quando o são).
Previsão binária: Falso positivo e falso negativo
Se ao prever uma variável contínua (como a % de votos de um partido) é possível apresentar um intervalo de valores, ao prever uma variável discreta apenas podemos dar um valor. Imaginemos que queremos inferir se alguém é proprietário de automóvel, podemos perguntar-lhe o seu rendimento, trabalho, entre outros factores, mas no final teremos sempre de dizer sim ou não.
Isto significa que caso o modelo não seja perfeito (que não é) iremos fazer erros. No exemplo do automóvel seria dizer que alguém o tem, quando não o tem (um falso positivo) ou dizer que não o tem, quando o tem (um falso negativo).
A proporção de falsos negativos e positivos é algo que o modelador pode controlar dependendo dos seus objectivos.
Imaginemos uma operadora telefónica que pretende dar uma promoção a clientes que estivessem em risco de mudar para outra, com base no consumo do último mês de cada cliente. Se a empresa todos os meses perdesse 10% de clientes e desse a promoção a todos teria 90% de falsos positivos mas também conseguiu atingir todos os 10% de clientes. Se fosse mais restrita e só desse aos clientes cujo consumo caiu para menos de metade, se calhar apenas teria 30% falsos positivos mas também só atingiria 5% dos 10% que está em risco.
A escolha da empresa vai depender dos custos e benefícios da promoção. Se recuperar um cliente em risco tiver um alto valor e o desconto for baixo a empresa não se importará de errar mais vezes (ter mais falsos positivos) para conseguir ter o maior número de verdadeiros positivos.
A evolução da aceitação do falso positivo na política portuguesa
Quando alguém apelida outrem de fascista (ou outro chavão semelhante) fá-lo por dois motivos: 1) para silenciar a voz do outro, independentemente dele ser ou não; ou 2) uma ou mais características da outra pessoa levantou a suspeita que seja verdadeiramente fascista.
O grupo de pessoas que o faz pelo primeiro motivo é, regra geral, bem diferente do grupo que o faz pelo segundo. Grupo A - Quem usa um chavão para silenciar é usualmente um extremista ideológico cujo objectivo não é o diálogo e a busca da verdade, mas apenas avançar a sua ideologia. Este grupo é pequeno na sociedade mas muito vocal, aparentando ter mais peso do que tem. Grupo B - Por outro lado, quem apelida outrem de um chavão pelo segundo motivo não o faz com o intuito de atacar ou silenciar a outra pessoa para promover as suas ideias. Simplesmente achou que dada a informação presente é razoável fazer essa inferência. Este grupo corresponde à maioria da população.
Estes dois grupos, apesar de diferentes, influenciam a forma como o outro actua e a sua credibilidade. Se o grupo B achar que o custo de identificar erroneamente alguém como racista, fascista, ou outro termo for demasiado elevado, vai reduzir o uso dos chavões para indivíduos ou organizações que não quase não deixem dúvidas que são um desses termos.
Esta aversão ao falsos positivos é contraproducente para o grupo A. Quanto menos o grupo B usar os termos menos credibilidade têm as tentativas do grupo A de silenciar o discurso dos seus oponentes ao apelidá-los de fascista, racista, etc. (Se forem sempre os mesmos a gritar "Lobo!" a torto e a direito o resto da sociedade deixa de acreditar neles)
Isto significa que é do total interesse do grupo A manipular a percepção do grupo B dos potenciais custos/benefícios de usar o termo e também da probabilidade de erro.
Em Portugal as atitudes do Bloco de Esquerda e das pessoas simpatizantes com a sua ideologia estão totalmente alinhadas com o grupo A do texto que expus. Usam estes termos com uma frequência anormal, quer no parlamento como fora dele: em discursos, campanhas, manifestaçõe. Na grande maioria com uma clara vontade de silenciar o discurso dos seus oponentes políticos
Simultaneamente, ao longo das últimas décadas têm feito iniciativa atrás de iniciativa com o objectivo de normalizar na sociedade portuguesa o uso destes termos:
Este esforço de mudar a percepção da sociedade não foi combatido devidamente. Entre outros factores, o estigma do Estado Novo era alto quando este processo se iniciou fazendo com que o termo fascista tivesse uma carga emocional mais alta que noutros países (e mesmo hoje continua alta).
Dito isto, identificar os tais racistas e fascistas (evitar falsos negativos) é importantíssimo. A evidência histórica aponta que quando estes são deixados livres para se organizarem e promoverem as suas ideias as consequências sociais são devastadoras.
Impacto dos falsos positivos na política portuguesa
A situação actual é perigosíssima para a nossa democracia. A esquerda portuguesa conseguiu, em conivência com os sectores moderados da sociedade positiva, transformar acusações sérias numa forma fácil e eficaz de desligar o debate político. Entre os potenciais perigos vejo os seguintes como mais relevância:
A European Commission report in December noted that between 2015-2016, Portugal had a higher proportion of labor trafficking victims per one million of the population than any other European state barring Malta. In fact, the Commission found that an estimated 65 percent of human trafficking victims in Portugal fall victim to labor exploitation. https://www.infomigrants.net/en/post/15188/human-trafficking-on-the-rise-in-portugal
Existirão mais pontos negativos mas estes são dos mais preponderantes. Caso alguém tenho outros em mente, convido-o a partilhá-los nos comentários
Conclusão
Creio que à luz da situação actual devemos ter uma atitude não complacente com o perpetuar dos falsos positivos ao nível que temos visto. Se nós, o grupo B, se demarcar deste novo normal talvez ainda seja possível e os perigos que elenquei talvez possam ser evitados ou minimizados
O truque é encontrar o equilíbrio nos custos e benefícios. Ou seja: garantir que minimizamos o número de racistas e fascistas que passam desapercebidos, mas ao mesmo tempo evitar que isso exija um custo social excessivamente alto. Sacrificar 1 "homem bom" para identificar mais 1 fascista tem um custo benefício diferente que sacrificar 100 "homens bons" para identificar mais 1 fascista. Por outras palavras penso que temos de encontrar um ponto onde a sociedade conseguiu identificar a grande maioria dos extremistas mas não pôr em causa a democracia e a unidade nacional para conseguir reduzir em meia dúzia os falso negativos.
Pedia, como sempre faço, que quem comente o faça de forma educada, sem insultar outros utilizadores e com respeito para os demais.
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2020.06.08 19:02 Coming_Back_To_Life Vampiro: A Máscara backstory de personagem

Olá pessoal, gostaria de compartilhar o backstory do meu personagem atual de Vampiro a Máscara. A nossa campanha se passa nos dias atuais, em Brasília, e eu resolvi fazer um personagem que está nessas terras a um tempinho. Espero que curtam.
Eu morava em uma cidade chamada Campo Formoso, no estado de Goiás. Uma cidade pequena, de gente simples, que sempre existiu na base da esperança do progresso que viria junto da prometida linha do trem. Eu vivi até morrer e não vim trem algum.
Minha família era pequena, mas grande o bastante para ter dificuldade para se esconder da sombra da fome e das necessidades. Desde criança fui ensinado a caçar no cerrado, as vezes na pedrada ou paulada, as vezes na surdina para não despertar o bicho ou o seu dono.
Quando passei dos dez anos ganhei minha primeira carabina, paga com queijo feito de leite de vaca magra. Não havia privilégio de errar os tiros, já que bala não dá em árvore, mas árvore dá em criança que erra o tiro, espanta a caça, chama a fome e desperdiça a munição.
Nos dias em que a caça era das boas, chegada era a hora de colocar em prática outra habilidade tão importante quanto conseguir caça de sobra: Vender, ainda que as vezes para quem não precise ou não queira comprar. Uma conversa mais próxima, uns trejeitos reconstituindo como foi a caçada na frente do comprador e as vezes até o cumprimentar carismático com as duas mãos juntas, tudo pela família.
Passando o tempo e o tempo passando, com os anos em meio ao cerrado também aprendi a diferenciar o que faz bem e dá energia daquilo que faz a pessoa desistir de tentar pôr hoje. Nem toda raiz forte faz mal e com algumas folhas maceradas se faz um chá e do bagaço curativo para feridas.
Por volta dos meus 17 anos chegou em Campo Formoso a pessoa que definiria o meu futuro de forma definitiva, para bem e para mal.
Miguel dos Anjos, um homem de meia idade, mas com ar jovial. Boa forma física, cabelos castanhos-fogo e vestido como quem não espera visitas. Logo se instalou em uma casa de tábuas de Mutambo no fim da segunda rua depois da avenida principal. A casa mais parecia uma morada de João de Barro, sem muito conforto por dentro e luz do sol somente por fora. Não tinha cadeiras, ou confortos básicos, talvez fosse assim que as pessoas fizessem em outras cidades. Vai saber. Dentre as poucas posses, ele tinha um par de luvas grandes e vermelhas, com cadarços brancos, boxe. Eram luvas de boxe. Eu não sabia o que isso queria dizer, mas não via a hora de saber.
Poucos dias depois da sua chegada à cidade, nós passamos a conviver e como foi fácil nos tornarmos amigos. Parece que caímos como uma luva um para o outro. Logo eu comecei a aprender a lutar, parecia que todos os sacrifícios e dificuldades da vida serviram para tornar mais fácil a minha habilidade para esse esporte. Em pouco tempo passamos a treinar todos os dias, enquanto dividíamos histórias sobre o cerrado e as coisas que andam pelo mato, falávamos até sobre lendas que outras pessoas da cidade sonhavam em esquecer.
Os anos passaram. Cada vez eu tinha de me preocupar menos com caçar ou barganhar no mercadinho da cidade pelo pão de cada dia. Boxe, o caminho para mim era o boxe.
E assim foi até o dia, muitos anos depois, da etapa regional de boxe peso-pena da cidade de Campo Formoso.
Só muito tempo depois eu descobriria a notícia a seguir, mas o importante é que eventualmente eu descobri:
Clarim Goiano
Mathias - Luvas de aço e Coração de Ouro
Mathias Oliveira venceu na noite de ontem, 22 de Junho de 1940 em Campo Formoso, a etapa regional de boxe peso-pena. A vitória suada no ringue goiano classificou o atleta para disputar o campeonato nacional.
Aquela noite seria a última em Campo Formoso, até o dia em que só existiriam noites. Depois de lutar e conseguir a vitória eu tive de ir às pressas para a rodoviária pegar o último ônibus em direção a São Paulo, consegui embarcar a tempo, mas nunca cheguei ao destino.
Quando eu desperto eu não sei onde estou e nem o que aconteceu comigo. Logo descubro que sou um monstro! Minha pele agora é fria, meus dentes parecem afiados e sinto fome de algo que nunca comi e mais do que fome, desejo.
Eu perambulo noite após noite tentando entender o que aconteceu, tentando me encontrar, mas a confusão é tanta que me perco em pensamentos e em meio todo tipo de matagal. Chama a minha atenção os diversos tipos de besta que surgem na escuridão, mas aparentemente nenhuma com coragem o bastante para se aproximar de mim.
Com o tempo aceito que agora eu sou isso...
Eventualmente eu consigo voltar pra minha cidade, entretanto ela está absolutamente abandonada.
Em busca de respostas eu acabo descobrindo na biblioteca, se é que posso chamar assim, um jornal datado de alguns anos atrás, nele a notícia: "Governador Brandão muda planos sobre ferrovia".
Certamente com essa notícia de que a ferrovia não viria mais para a cidade as pessoas largam a esperança de morar aqui e abandonam a cidade.
Desolado eu sigo em frente e chego até a minha antiga casa, quase nada foi deixado pra trás, algumas roupas rasgadas pelo chão, a parafina de várias velas e sujeira, bastante sujeira.
No meu antigo quarto eu vejo um jornal do dia seguinte da minha luta.
Na capa uma foto minha com os braços levantados comemorando a vitória, ao fundo tentando se levantar nas cordas está o meu oponente, porém eu não consigo ver o seu rosto, eu sei que está na foto, mas eu não consigo ver!
Há ainda uma outra pessoa na foto, ao fundo, na torcida que eu também não consigo ver o rosto, apenas um borrão.
Eventualmente eu sigo em frente, mas levo sempre comigo algumas coisas como lembrança da minha vida, dentre elas esse jornal.
Um dia um colega de viagem, muito talentoso na arte do desenho e pintura se impressiona com a minha história de boxeador, pelo menos com a parte que eu permiti que ele soubesse e assim ele se oferece para recriar a foto com um toque mais artístico.
No que ele faz o desenho eu consigo ver os rostos que antes apareciam borrados para mim. Eu não me lembro daqueles rostos, mas suspeito que estão ligados ao fato de que eu me tornei um vampiro.
Talvez o adversário que eu derrotei fosse um vampiro?
Apesar de a cidade ter sido abandonada, vez ou outra eu me via andando pelas redondezas, talvez a procura de um rosto familiar.
Esse desejo me foi realizado.
Certa vez enquanto observava as nuvens negras no céu, por vezes encobrindo as estrelas e a lua, fui surpreendido com uma visita inesperada.
Miguel dos Anjos, o meu antigo treinador de boxe, além da surpresa da sua presença ele também me surpreendeu a tornar algo bem claro.
Ao perceber que eu não havia chegado ao meu destino, ele se pôs a me procurar incansavelmente. Depois de duas noites me encontrou num matagal, a meio fio de distância da morte. Mesmo sabendo que o ônibus que eu havia tomado chegou ao destino, ele se sentiu tentado a procurar os destroços de qualquer que fosse o acidente em que eu havia me envolvido. O estrago era muito grande.
Ele decidiu me "salvar" e assim me transformou em um morto imortal, da morte nasceu o eu vampiro.
Ao longo dos anos ele se pôs a me ensinar o que é ser Gangrel, as leis do novo mundo e os limites dos meus novos poderes.
Eventualmente chegou a nós uma notícia que deixou Miguel extremamente transtornado, no coração do cerrado se materializaria uma nova cidade, das mais modernas, feita de rios de concreto e sem meia consideração com as terras daquele planalto. Como nenhuma flor são só espinhos, havia algo de bom nessa história. Junto com a nova capital, chegaria nessas terras um outro Gangrel chamada Annabelle, a quem sou apresentado e com quem passamos várias noites conversando sobre quem somos e principalmente sobre as implicações da nova cidade que estava nascendo. Dentro de pouco tempo a insatisfação e a irritação com relação a tudo isso cobra o seu preço e Miguel decide que deve retornar para o cerrado virgem onde certamente estará mais em sintonia com a sua natureza.
Passados alguns anos, buscando meios de aperfeiçoar as minhas habilidades medicinais eu acabei fazendo amizade com uma moça, na época, chamada Leia. Curioso como percebemos que sabíamos tantas coisas diferentes sobre as plantas do cerrado. Uma mesma planta, mas com usos totalmente distintos. Eventualmente, talvez por conta do meu carisma ou por conta euforia que Leia sentiu em poder dividir sua forma de ver o mundo com alguém, ela me confessou ser uma bruxa. Me contou com alegria sobre a sua ligação com a natureza e com os animais. Eu aproveitei a deixa para lhe contar que eu também sei um feitiço, sobre como me manter sempre jovem, mas que não poderia jamais revelá-lo sobre pena de perder o seu efeito. Ao longo de todos esses anos ela nunca me questionou, por mais que as vezes seja fácil perceber a curiosidade nos seus olhos.
Nada melhor do que o encontro de dois espíritos livres. Foi assim que a minha amizade com o Oliveira começou. Brasília se mostrou uma cidade fácil de se entediar. Isso se torna um pouco mais difícil quando você está em cima de uma moto rasgando os eixos do planalto de ponta a ponta no silêncio da noite, ouvindo apenas o borbulhar do escapamento que meio grita meio tosse como um velho fumante e alcoólatra. A lataria tremendo com o sobe e desce dos pistões a cada revolução do motor e o som rápido e curto dos postes, placas e outros veículos que ficam para trás. Pilotar é pra mim, uma daquelas coisas na vida que a gente não sabe fazer muito bem, mas se diverte fazendo. Já o Oliveira sabe o bastante para ensinar. Depois de horas pilotando, os braços ficam doloridos de tanto ler o que se escreve em braile ao longo do tempo no asfalto, costumamos ir para um mirante olhar a cidade dormir.
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2020.05.06 01:59 ebookrevenda Como trabalhar em casa?

Como trabalhar em casa?
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Você pode optar por divulgação ou marketing na internet, isso é algo que está muito em alta, existem sites e sistemas onde você pode se afiliar e trabalhar apenas indicando esses sistemas, na verdade fazendo marketing para essas empresas ou pessoas, e ganhar comissões por esse marketing…
Em resumo tudo é muito simples, seu trabalho basicamente seria divulgar algum link e sempre que alguém se cadastrar nesse link ou fizer alguma compra ou adquirir algo por esse link você ganha sua comissão, comissão essa que pode variar muito de produto para produto, dependendo do que você escolher.
Hoje existe uma variedade muito grande de produtos e serviços com esses sistemas de afiliação, empresas e pessoas preferem pagar comissões a outras pessoas para fazerem suas divulgações do que pagarem fortunas em marketing que muitas das vezes não funcionam.

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Não fique preso a convicções erradas que você possa ter sobre trabalhos online, saiba que esse tipo de trabalho hoje gera milhões de reais para muitas pessoas e pode também ser sua próxima fonte de renda.
Em épocas em que as pessoas tem que ficar mais em casa essa é a opção que está chegando com força total, busque mais sobre isso e vai logo encontrar algo que te agrade onde você possa ganhar um extra, veja sites como os que indico abaixo para entender melhor como tudo isso funciona:

SISTEMA DE AFILIADOS SOFTWARE PCG:

Existe um software de publicidade chamado PCG programa classificados grátis, esse programa serve para fazer marketing online e várias pessoas precisam de uma ferramenta como essa para divulgar sites, produtos ou qualquer outro serviço, eles te dão a possibilidade de revenda desse programa e seu único trabalho é divulgar o link de afiliado e a cada vez que alguém visitar seu link e adquirir o programa você ganha R$40,00 por venda. Seu saldo é pago usando o Mercado Pago e tudo é muito simples, no site tem manuais e dicas de como divulgar seu link, você tem painel de controle onde pode acompanhar tudo suas visitas, emissões de pedido de compra etc… Basta dar uma pesquisada e vai encontrar.

SISTEMA DE AFILIADOS AUTO FACE

Assim como o sistema que citei acima o sistema de afiliados do softwawe AutoFace é muito semelhante, pagam 50% de comissões por venda que você conseguir realizar e da para tirar uma excelente renda se dedicar-se, esse software serve para automatizar marketing no Facebook assim como postar mensagens em grupos etc…

NEM TUDO É UM MAR DE MARAVILHAS


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Faça um favor a você mesmo antes de tentar ganhar alguma renda online: (se você acha que basta se cadastrar em algum sistema para ganhar dinheiro, nem se cadastre.) Ganhar dinheiro na internet é algo que deve ser levado a sério e encarado como um trabalho, não pense que se cadastrar em algum site vai te fazer ganhar dinheiro.
Isso vai exigir de você dedicação e tempo, mesmo que seja pouco tempo você vai ter que investir esse pouco tempo e de preferência todos os dias de forma constante.
Tendo isso em mente você pode ser uma das pessoas aptas a ganhar dinheiro trabalhando online.
Espero ter ajudado e agradeço muito se compartilhar curtir ou dar um joinha ai, abraços e sucesso em suas buscas.
Arquivada em:
http://onlinerenda.com.bblog/como-trabalhar-em-casa-em-suas-horas-livres-e-ganhar-dinheiro-dia-e-noite-no-automatico.html
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2020.04.28 19:09 jorgemrdf Senhor dos Anéis e a Pequena Via

Samwise Gamgee e a Pequena Via

Normalmente, ao assistirmos uma grande saga, esperamos ver grandes heróis, homens dotados de tremenda força e astúcia. Bravos guerreiros que se opõem ao mal do mundo sem nunca trepidar. Sem nunca pensar em desistir e, se em algum momento o peso for tamanho que o faça cogitar a desistência, esse nosso herói busca em seu interior a coragem para seguir em frente, ainda que isso possa lhe custar a vida. Pois não raro, a jornada encontra seu final com a queda do herói, mas, ainda nesses momentos de tristeza, a alma desse herói encontra paz — e talvez a maior paz venha com a sua morte — pois ele deixa para trás um mundo livre do Mal que assombrava os povos. Sam, o bravo, foge a essa descrição em partes.
Samwise Gamgee não é um bravo guerreiro nem o filho de um grande rei. Não carrega consigo nenhuma arma mágica nem armaduras especiais. Sequer possui o conhecimento prévio de tudo o que está jogo em sua jornada, ou, melhor, sequer conhece completamente o objeto e o objetivo de sua jornada. Ele, uma criatura tão gentil e bondosa, deixa para trás seu querido Condado, seus jardins e sua amada, Rosie, para acompanhar um amigo em tempos de necessidade. Sabendo de sua pequenez diante do mundo o jovem Sam seguiu em frente, tal como um grande herói dos contos de que sempre ouvimos falar. E por qual motivo Sam caminharia para tão distante do conforto de casa? Ora, seu amigo estava em perigo e isso era o bastante para que o homem que, até então, não havia feito nada além de jardinar e cozinhar se pusesse numa estrada que o levaria para a Perdição. Bastava seu coração tão caridoso para que o homem que não possuía sequer a coragem para se declarar para sua amada se pusesse em situações de morte certa sem trepidar por um instante que fosse.
Esse era o nosso herói Sam, o bravo. Um pequeno homem que não possuía um passado honroso ou dotes físicos impressionante. Um pequeno homem que possuía um coração maior que o de gigantes e a coragem de leões. Um pequeno homem que, possuidor de tamanha virtude e coragem, tornou-se maior que reis.
Sam lembra-nos daquilo que a Santa Teresinha do Menino Jesus uma vez ensinou:
“O que agrada a Deus em minha pequena alma, é que eu ame a minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia”.
A Pequena Via de Santa Teresinha trata do caminho que a maioria das pessoas deve tomar para encontrar a perfeição divina:
Trata-se de um caminho pelo qual nos tornamos ofertas de amor a Deus nas pequenas coisas do dia a dia
É bem verdade que nem todos se assemelham ao grande mago Gandalf em matéria de sabedoria ou ao rei prometido, Aragorn, em matéria de força e coragem. Porém, todos nós podemos encontrar no pequeno Sam, e em todos os outros hobbits, traços que nos recordam de nossa própria fraqueza. Traços que nos fazem relembrar nossa pequenez diante de toda a criação.
Através dos ensinamentos da Santa e dos exemplos de Sam somos capazes de entender uma coisa:
O que santifica as almas não é a grandiosidade dos atos, mas a intensidade com que cada ação é praticada, de maneira que uma pequena ação pode converter-se numa grande declaração de amor a Jesus e ao próximo.
No final, é graças aos pequenos atos de um pequeno homem que toda a humanidade é redimida de seus atos falhos do passado. É através dos esforços diários de Sam e Frodo que a guerra contra Sauron chega ao fim. É pelas ações diárias de pequenas almas que a paz e a bondade do mundo permanecem vivas.
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2020.04.02 01:03 capybaranaranja Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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2020.03.30 17:12 ebookrevenda Como funciona a hotmart? É fácil conseguir clientes? Quais as dificuldades?

Como funciona a hotmart? É fácil conseguir clientes? Quais as dificuldades?
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Hotmart basicamente é um site onde as pessoas cadastram produtos digitais, livros, ebooks, softwares, manuais diversos…. e você como usuário pode se afiliar a esses produtos que achar mais interessantes e vendê-los online ganhando uma comissão por cada venda que realizar, essa comissão pode variar de acordo com os critérios de cada produtor.
Tenha em mente que não existe apenas o Hotmart, além dele existe também Monetize, Eduzz e uma outra diversidade de sites onde você pode se afiliar a um produto e vendê-lo online. Inclusive sistemas onde você vende e recebe mais rapidamente, pois lá no Hotmart você vende e tem que esperar quase 30 dias para receber o seu pagamento. Então vale a pena observar esses fatores antes de iniciar de fato um trabalho divulgando outra marca ou serviço pela internet.
A questão da Hotmart é que o site já é bem conhecido, em alguns casos isso pode até pesar pois a concorrência dos produtos apresentados lá logicamente que serão maiores, você vai estar vendendo o mesmo produto que milhões de outras pessoas já estão vendendo, então a concorrência será maior e você vai conseguir fazer vendas apenas se investir pesado em Marketing e tráfego pagos. “Nada é tão simples quanto pregam”, mais tem pessoas ganhando muito dinheiro com esse tipo de trabalho e caso você tenha dedicação e esforço pode sim ganhar com isso, mais não pense que é só se cadastrar para ganhar.

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OUTROS PRODUTOS QUE VOCÊ PODE DIVULGAR SEM SER HOTMART


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Como citei antes existem várias outras formas de divulgar algo online e ganhar excelentes comissões sem ser pela Hotmart, não que eu seja contra a Hotmart ou algo do tipo, Já tentei revender alguns produtos por lá e fiz testes, fiz anúncios em mais de 200 sites usando o PCG Programa Classificados Grátis de um dos produtos da Hotmart e não obtive nenhuma venda desses produtos nem mesmo esses anúncios ficando no site por muito tempo, e fiz anúncios de outros produtos como o próprio programa (PCG Programa Classificados Grátis) que tem um sistema de revenda onde basta você divulgar o link do software e assim que alguém compra você recebe 50% do valor da venda como comissão, ou seja é exatamente a mesma forma de trabalho da Hotmart porém esse programa não está cadastrado na Hotmart “entendeu” Consegui fazer vendas do programa PCG então cheguei a conclusão lógica que o produto erá mais fácil de se vender.
Quanto a revenda do “PCG Programa Classificados Grátis” eles pagam usando o Mercado Pago então se você já fez compras no Mercado Livre certamente já até tem uma conta no Mercado Pago, e geralmente pagam uma semana depois de você vender o contrário do Hotmart que demora até 30 dias.
Basta dar uma pesquisada e vai chegar a suas conclusões próprias, tem muitos sistemas como esse online, e geralmente o pessoal paga corretamente pois eles ganham mais se você também ganhar, assim você é incentivado a divulgar cada vez mais e quanto mais divulga mais eles ganham também “lógico que você também está sendo pago por isso”.

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DIFICULDADES QUE VOCÊ VAI TER


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Em qualquer trabalho que você venha a praticar online você vai encontrar essas mesmas dificuldades que são: Dedicação, Esforço, Busca por novos clientes, Marketing, etc… essas são coisas básicas pelas quais você vai se esbarrar, não adianta se cadastrar em qualquer que seja o sistema achando que vai ganhar dinheiro do dia para noite sem fazer nada assim como é dito por ai, isso não existe, tudo exige muito trabalho e dedicação, e se alguém disser o contrário é porque muito provavelmente quer apenas fazer uma venda pra você.
Essas dificuldades podem ser facilmente contornadas caso você tenha em mente que de fato o que você quer é trabalhar online, bastando se dedicar se esforçar, dar o seu suor para divulgar todos os dias o tempo que tiver disponível e assim vai ver que a cada dia mais os resultados serão melhores.

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Espero de coração tê-lo ajudado com essa resposta, e que você consiga obter ganhos online tanto com o Hotmart quanto com outros sistemas que possa encontrar por ai, fica a dica o software que citei antes. Agradeço muito se você que esta lendo puder dar um vóto positivo a essa resposta, abraços, muito sucesso e vida que segue…
Arquivada em:
http://programadivulgarsite.com.bblog/como\_funciona\_a\_hotmart\_e\_facil\_conseguir\_clientes\_quais\_as\_dificuldades.html
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.18 14:00 ebookrevenda Qual é o melhor local para vender artesanato pela internet?

Qual é o melhor local para vender artesanato pela internet?
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Hoje na internet você tem uma grande facilidade para realizar vendas e negócios, existe uma diversidade de sites onde você pode anunciar o seu produto ou serviço e vender de forma bem fácil, sites que dispõe de formas de pagamento como cartão de crédito, boleto, boleto parcelado, entre outras, Todos esses benefícios proporcionam a você uma forma bem simples de se negociar online.
A grande questão das vendas online é a grande concorrência que temos Porém isso é balanceado pela grande procura que também temos, e o que destaca as pessoas que mais vendem de pessoas que realizam vendas ocasionais são as formas de divulgação, quanto mais experiência você tiver em realizar divulgações online mais vendas Você será capaz de realizar, isso realmente é algo e vai influenciar muito.
Se tratando de divulgação você pode optar por pagar agências para fazer isso para você, porém você pode fazer isso gratuitamente anunciando por exemplo em site de classificados, existe uma centena deles espalhados pela internet, vi outras resposta citando sites como OLX, MercadoLivre, entre outros, Porém você não deve se apegar somente a estes sites. Veja a dica baixo:

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DICA: DIVULGAR MAIS RÁPIDO EM SITES DE CLASSIFICADOS


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Existem programas que podem te ajudar a divulgar mais rapidamente em sites de classificados, conhecido como (PCG Programa Classificados Grátis) esse programa é um agregador de sites classificados grátis, O programa tem uma lista com mais de 250 sites de classificados cadastrados em sua base, você vai clicando nos botões do sites o programa Vai visitando o site e preenchendo todo o seu anúncio automaticamente você somente tem que ir confirmando os anúncios, em média enquanto uma pessoa consegue anunciar em 20 ou 30 sites por dia, usando esse programa você consegue anunciar em mais de 250 sites, além do medicamento da vantagem de ter todos os sites atualizados no programa, E também o controle de seus anúncios realizados e Fácil gerenciamento.
Uma das vantagens de se usar o (PCG Programa Classificados Grátis) é que sempre que você faz um anúncio com determinado título esse anúncio passa aparecer nas buscas do Google e de outros buscadores assim como o Yahoo buscas e sempre que alguém Pesquisar pelo título semelhante ao que você anunciou vai acabar encontrando o seu anúncio, dessa forma você não ganha as visitas apenas dos sites de anúncios, a grande vantagem é que você ganha as visitas também vindas dos buscadores.
Vale muito a pena dar uma olhada no software, com ele você pode obter grandes resultados, Além lógico da automação.

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DIVULGAR ARTESANATOS NAS REDES SOCIAIS


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Com Total certeza divulgar os seus artesanatos em redes sociais é algo que pode trazer também um grande retorno, veja um simples exemplos disso: vá até o seu Facebook e na aba de pesquisa digite “artesanato” depois Clique na opção grupo.
Você vai ver que uma grande lista de grupos relacionados à artesanato vai ser listada, você pode participar de todos esses grupos ativamente, mandando mensagens, postando fotos dos seus artesanatos, interagindo com outras pessoas que de fato Estão interessados em artesanato, isso vai possibilitar que você realize negociações com essas pessoas bem mais facilmente.
Você pode contar também com a automação para fazer isso, não precisa ficar o dia todo clicando em participar de grupos ou postando sua mensagem manualmente em cada um dos grupos que você vai participar, pesquise por: “Software AutoFace” e você vai encontrar um programa que realiza postagens em grupos do Facebook, você pode postar em centenas de grupos diariamente, por exemplo basta carregar uma imagem do seu artesanato e deixar o software postando nos grupos, no final do dia você vai ver que terá muitos contatos.

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De coração espero que as dicas tenham sido úteis, desejo muito sucesso nas divulgações de seu artesanato e que você consiga realizar várias vendas, agradeço muito se puder deixar um voto positivo essa resposta ou até mesmo compartilhar, fico de Fato muito grato. sinta-se à vontade para comentar, se tiver alguma dúvida sobre a divulgação irei responder com satisfação, abraços e até uma próxima oportunidade.
Arquivada em:
http://onlinerenda.com.bblog/qual-e-o-melhor-local-para-vender-artesanato-pela-internet.html
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2020.02.03 14:06 ebookrevenda Quais são as fontes de renda online para se fazer um extra?

Quais são as fontes de renda online para se fazer um extra?
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Hoje existem muitas formas de se ganhar uma renda extra a partir da internet trabalhando em sua casa, uma delas e que eu acho mais atrativa é a venda de produtos digitais, hoje existem sites especializados nesse tipo de venda Assim como hotmart, monetizze, e outros e também Existem muitos sites que procuram por pessoas para divulgar seus produtos como softwares, aplicativos, etc...
Em resumo esse trabalho geralmente são baseados em divulgação, o seu trabalho nessas equipes seria Apenas divulgar o produto ou serviço proposto, E quanto a seus pagamentos geralmente ele é feito online e pagam você comissões por cada venda realizada uma forma justa de realizar os pagamentos pois você só recebe se fizer vendas ou seja só recebe se de fato fizer o seu trabalho como divulgador.

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Me referir a produtos digitais Pois acredito ser algo mais fácil de se vender hoje em dia existem muitas pessoas buscando informações cursos e produtos do tipo, mas se você quiser Uma Breve pesquisa vai pesquisar que hoje também existem vários sites que vendem produtos físicos e você pode se afiliar alguns desses sites vendendo seus produtos, Então não precisa vender necessariamente produto digitais se quiser participar desse tipo de sistema.
Um exemplo de revenda o que posso citar que participo e já ganhei algum Extra com ele é o software chamado (PCG Programa Classificados Grátis) é um software de Publicidade online que serve para divulgar sites produtos e serviços na internet, porém, este software tem um sistema de revenda é após adquirido você pode revender apenas divulgando o seu link, Eles pagam quase 50% de comissão sobre a venda do software que você fizer, você recebe em média R$ 40 por cada venda realizada, O que é excelente poucos sistemas para uma comissão tão grande por cada venda realizada quase 50%.

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Você pode pensar que o trabalho de divulgação é algo complexo, porém hoje em dia isso é muito simples, temos centenas de redes sociais, site de classificados onde podemos anunciar gratuitamente, sites como o Mercado Livre, OLX, redes sociais como o Facebook onde você pode participar de grupo com várias pessoas interessadas em seu produto. e uma outra diversidade de formas.
Logicamente que nenhum desses sistemas é algo milagroso onde você se cadastra e ganha dinheiro sem realizar trabalho algum, todos eles exigem dedicação de sua parte e bastante divulgação, diariamente você tem que investir seu tempo divulgando pois sem isso você não vai conseguir nada.

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Desejo muito sucesso em sua busca por um trabalho extra online, tenho certeza que se você dedicar vai encontrar algo que possa fazer online e com certeza vai tirar um bom Extra, lembre-se não basta se cadastrar em um desses sistemas, tem que ter dedicação diária com o sistema para que você possa tirar algum proveito.
Agradeço muito se puder dar um voto positivo essa resposta Espero que ela tenha sido útil você, abraços e até uma próxima oportunidade.
Arquivado em: http://onlinerenda.com.bblog/quais_sao_as_fontes_de_renda_online_para_se_fazer_um_extra_online.html
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2020.02.01 02:36 altovaliriano O corvo (de sangue) de Jeor Mormont

Texto original: shorturl.at/lpA19
Autor: Desconhecido
Título original: Examining Bloodraven, Part 5: Corn

Este post examinará o uso do corvo do Lorde Comandante Jeor Mormont por Corvo de Sangue ao longo da série e o que podemos aprender sobre Corvo de Sangue a partir de seu uso do pássaro. Para mim, a maior evidência que Corvo de Sangue está entrando na pele do pássaro é o seu pedido constante por milho.
No primeiro sonho de Bran sobre o corvo de três olhos, Corvo de Sangue também pede milho a Bran. Penso que esta evidência (e outras que apresentarei mais tarde) indicam que Corvo de Sangue está se entrando na pele do corvo de Mormont e não um Bran do futuro, como alguns sugeriram.
Alguns podem perguntar, se Corvo de Sangue está realmente na pele do corvo, por que ele não diz as coisas com mais clareza? Eu acho que existem algumas respostas para isso.
Em primeiro lugar, ele não quer que as pessoas comecem a suspeitar que há um humano controlando o pássaro, o que pode levá-lo a perder os olhos, os ouvidos e a voz limitada que tem com o Lorde Comandante.
Em segundo lugar, sabemos por Bran, Jon, Arya e Varamyr Seis-Peles que, quando eles entram na pele, assumem algumas características do animal e o efeito é amplificado ao longo do tempo. Provavelmente, Corvo de Sangue está cuidando dessa ave há tanto tempo, que de vez em quando começa a fazer coisas de corvo.

A Guerra dos Tronos

Jon Snow apresenta o leitor a Mormont e seu corvo quando são enviadas notícias de que Bran está vivo. Jon observa:
Jeor Mormont, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, era um homem áspero e velho, com uma imensa cabeça calva e uma desgrenhada barba cinzenta. Tinha um corvo pousado no braço e alimentava-o com grãos de milho.
– Ouvi dizer que sabe ler – sacudiu o corvo, e a ave bateu as asas e voou até a janela, onde pousou, observando Mormont tirar do cinto um rolo de papel e entregá-lo a Jon. “Grão”, resmungou o corvo em voz roufenha. “Grão, grão.”
Acho muito curioso que, na primeira vez em que encontremos Jeor Mormont, Martin passe mais tempo nos falando sobre o corvo do que sobre o Lorde Comandante da Patrulha da Noite. Isso reforça ainda mais minha crença de que tudo o que o corvo faz é importante. Depois que Jon termina de ler a carta, ele pontua que Bran vai viver. Mormont diz que o garoto será aleijado, mas Jon não se importa e nem o corvo:
O corvo voou até seu ombro, gritando “Viver! Viver!”.
Como mentor de Bran, é claro, Corvo de Sangue só se importa com o fato de que o garoto vivera, não se ele será incapaz de andar novamente.
Quando o lorde comandante conta a Tyrion sobre o desaparecimento de Waymar Royce e se chama de tolo. O corvo concorda:
“Tolo”, concordou o corvo. Tyrion ergueu o olhar. O pássaro o olhou com aqueles olhos negros, pequenos e brilhantes, agitando as asas. “Tolo”, gritou de novo.
Tenho a impressão de que, na segunda vez em que o corvo diz tolo, ele está dirigindo esse comentário a Tyrion, em parte porque o pássaro está olhando diretamente para ele. Se Corvo de Sangue já sabe como Tyrion negligenciará a Muralha quando ele é Mão do Rei, apesar de ver a condição da Patrulha da Noite e se sentir desconfortável ao olhar além da Muralha, faria sentido que ele o considerasse tolo.
Curiosamente, quando Mormont inspeciona os cadáveres encontrados no bosque de represeiro ao norte da Muralha, o corvo não está com ele. Corvo de Sangue obviamente teria acesso a esse cenário através da rede de represeiros, então ele não envia o corvo. Talvez ele soubesse que todos os homens em Castelo Negro deviam ver as criaturas por si mesmos e, portanto, não usariam o corvo para aconselhá-los a serem queimados. Mais tarde, no capítulo em que a notícia da morte de Robert e da prisão de Ned chega à Muralha, o Corvo está esperando na luz solar de Mormont:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
Achei interessante que o corvo ainda peça por milho, mesmo que tenha acabado de ser alimentado. Isso me diz que pode haver mais na palavra do que simplesmente pedir comida. Enquanto a conversa continua, o corvo permanece em silêncio até Mormont dizer:
– Seu dever agora é aqui – lembrou-lhe o Senhor Comandante. – Sua vida antiga terminou quando vestiu o negro – sua ave soltou um eco rouco. “Negro.”
Corvo de Sangue está lembrando Jon de seu dever para com a Patrulha. Além disso, isso me diz que Corvo de Sangue acredita que Jon precisa permanecer na Muralha, pois é aí que seu destino acontecerá de um jeito ou de outro, junto à Patrulha da Noite. Jon deixa Mormont e desce para brigar com Sor Alliser Thorne. Quando Mormont chega, diz a Jon:
– Disse-lhe para não fazer nada estúpido, moço – resmungou o Velho Urso. “Moço”, papagueou o pássaro.
Corvo de Sangue expressando sua decepção por Jon. Ele precisa que ele cresça e rápido. Quando Jon permanece em sua cela, eventualmente, Fantasma percebe que algo está errado e Jon começa a se aproximar dos aposentos do Lorde Comandante quando:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É claro que isso acontece quando o cadáver de Othor tenta matar o Lorde Comandante Mormont. Corvo de Sangue está tentando acordar o Lord Commander para que ele possa se defender e também alertar qualquer pessoa que esteja por perto criando uma algazarra. Eventualmente, Jon chega a enfrentar Othor e, durante a longa batalha da qual não sinto vontade de transcrever o corvo grita: grão. Lorde Comandante Mormont ainda não está acordado neste momento e Corvo de Sangue está tentando acordá-lo, mas eventualmente ele chega na sala nu com uma candeia de azeite:
Jon tentou gritar, mas não tinha voz. Pondo-se em pé com dificuldade, chutou o braço para longe e arrancou a candeia das mãos do Velho Urso. A chama tremeluziu e quase se extinguiu. “Queime! ”, grasnou o corvo. “Queime, queime, queime! ”
Rodopiando, Jon viu as cortinas que arrancara da janela. Atirou com ambas as mãos a candeia para cima do monte de pano. Metal rangeu, vidro estilhaçou-se, óleo derramou-se e as cortinas se transformaram numa enorme chama.
Quando uma fonte de fogo surge, Corvo de Sangue entra imediatamente em ação e diz a Jon o que fazer para matar a criatura. Claramente, este não é um corvo falante normal; na verdade, ele dá bons conselhos em momentos de crise. Ele sabe o que fazer e quando fazê-lo. Para qualquer leitor neste momento, o corvo é claramente mais do que aparenta. No próximo capítulo de Jon, ele pergunta a Mormont se eles receberam uma ave com notícias de seu pai, no que o corvo de Mormont responde:
“Pai”, escarneceu o velho corvo, inclinando a cabeça enquanto passeava pelos ombros de Mormont. “Pai.”
O pássaro está provocando Jon sobre seu pai, porque Corvo de Sangue, como será visto inúmeras vezes, sabe que Eddard não é o pai de Jon (sim, pressuponho que R+L=J seja verdade, mas não quero discutir isso aqui).
Eventualmente, Mormont diz:
Temos sombras brancas na floresta e mortos irrequietos que caminham furtivamente por nossos salões, e é um rapaz que ocupa o Trono de Ferro – disse, desgostoso.
O corvo riu estridentemente. “Rapaz, rapaz, rapaz, rapaz.”
Até Corvo de Sangue sabe que Joffrey é um idiota! Mas também mostra a opinião de Corvo de Sangues sobre o assunto. Ele sabe que o reino precisa estar unido sob um forte líder para enfrentar os Outros, mas o que eles têm é Joffrey e uma guerra civil. Então, Mormont oferece Garralonga a Jon, causando o corvo entrar em erupção em ataques de:
“Tome”, repetiu o corvo num eco, arranjando as penas com o bico.
Tome, tome.
Corvo de Sangue quer que Jon pegue a espada. Acho que isso mostra que ele sabe que Jon precisará de Garralonga no futuro. O que me faz duvidar que Corvo de Sangue planeje dar Irmã Sombria a Jon (presumindo que ele ainda a possua). Eventualmente, Mormont explica sua razão:
Lutou bravamente… e, mais importante, pensou depressa. Fogo! Sim,maldição. Já devíamos saber. Devíamos ter lembrado. A Longa Noite já caíra antes. Ah, oito mil anos é bastante tempo, com certeza… mas, se a Patrulha da Noite não recorda, quem recordará?
“Quem recordará”, concordou o corvo falador. “Quem recordará.”
O fato é que foi o corvo que disse a Jon para queimar Othor, e agora ele está basicamente respondendo a Mormont: "Eu lembrei, eu e os Filhos da Floresta, e salvamos sua pele".
Depois que Jon faz sua rápida fuga para o sul e é trazido de volta, Mormont diz que ele sabia disso o tempo todo, eles acabaram conversando.
Acha que seu tio Benjen foi o único patrulheiro que perdemos neste último ano?
Ben Jen”, crocitou o corvo, inclinando a cabeça, com pedacinhos de ovo caindo do bico. “Bem Jen. Ben Jen.”
– Não – disse Jon. Tinha havido outros. Muitos.
– Julga que a guerra do seu irmão é mais importante que a nossa? – ladrou o velho.
Jon mordeu o lábio. O corvo bateu as asas em sua direção. “Guerra, guerra, guerra, guerra”, cantou.
Achei as menções de Corvo de Sangue sobre Benjen particularmente interessantes. A partir dessa passagem, senti que Corvo de Sangue sabe exatamente o que está acontecendo com Benjen, mas está mantendo isso perto de seu peito por enquanto, todavia acho que ele revela uma pista interessante nos livros logo depois:
– O senhor seu pai o enviou até nós, Jon. O motivo, quem poderá dizê-lo?
Por quê? Por quê? Por quê?”, gritou o corvo.
Acho que Corvo de Sangue sabe exatamente o que Jon está fazendo na Muralha e por que Ned o enviou para lá. Observe que, embora Martin use pontos de interrogação, ele não diz que o corvo pergunta usando o verbo [no original em inglês, diferente da tradução em português, só há um ponto de interrogação, no terceiro “por quê”]. Acho que o modo como Martin escolhe o verbo sempre que escreve o que o corvo diz é importante para decifrar o significado de suas palavras.

A Fúria dos Reis

O corvo aparece pela primeira vez em A Fúria dos Reis quando Jon leva Sam a Mormont com os mapas que Sam tinha a tarefa de encontrar para a grande patrulha. Mormont está decepcionado com os mapas:
– Estes são velhos – queixou-se Mormont, e o corvo serviu de eco com um grito penetrante de “Velhos, velhos”
Acho que é provável que os mapas sejam da época em que Corvo de Sangue era Lorde Comandante. Mapas mais recente não são mencionados e duvido que alguém como Corvo de Sangue se contentasse em estar às cegas. Ele gostaria de mapas atualizados para seus patrulheiros e que estes mapas estivessem na galeria para quando chegasse a hora em que seriam necessários. O comentário do corvo sobre a idade dos mapas parece indicar isso.
Mormont começa a contar a Jon Snow como propuseram a Meistre Aemon que sentasse no Trono, e recebemos uma informação interessante:
Aerys casou com a irmã, como os Targaryen costumavam fazer, e reinou durante dez ou doze anos.
Mormont está falando de Aerys, o rei a quem Corvo de Sangue serviu como Mão. Não conhecemos outras Mãos de Aerys I e, embora isso não diga muito, sabemos que Corvo de Sangue foi nomeado Mão logo após Aerys subir o trono, portanto, seria razoável supor que Corvo de Sangue foi Mão durante todos os dez ou doze anos do reinado de Aerys.
No final da aula de história de Mormont sobre os reis Targaryen:
[...] até Jaime Lannister pôr fim à linha dos Reis-Dragão.
“Rei”, crocitou o corvo. A ave atravessou o aposento privado e foi pousar no ombro de Mormont. “Rei”, voltou a palrear, pavoneando-se de um lado para outro.
– Ele gosta dessa palavra – Jon sorriu.
– Uma palavra fácil de dizer, e fácil de gostar.
“Rei”, a ave voltou a se manifestar.
– Acho que ele deseja que tenha uma coroa, senhor.
– O reino já tem três reis, e isso são dois a mais para o meu gosto.
Mormont afagou o corvo sob o bico com um dedo, mas os olhos nunca deixaram Jon Snow.
Aí está Corvo de Sangue, nos fornecendo mais provas para R+L=J. O corvo diz rei depois que Mormont afirma que os reis Targaryen estão todos mortos. Se Lyanna se casasse com Rhaegar, Jon seria o herdeiro do trono, presumindo-se que Aegon seja uma fraude (e acho que aí está mais uma evidência de que é).
Durante a patrulha, os membros da Patrulha da Noite admiram o grande represeiro em Brancarbor:
– Uma árvore velha – Mormont estava montado, franzindo o cenho. “Velha”, concordou o corvo empoleirado no seu ombro. “Velha, velha, velha.”
– E poderosa – Jon conseguia sentir o poder.
Provavelmente Corvo de Sangue viu através desta árvore desde as suas origens e sabe quantos anos ela tem. Enquanto a patrulha está olhando a vila:
“Foram” gritou o corvo de Mormont, esvoaçando até o represeiro e empoleirando-se acima de suas cabeças. “Foram, foram, foram.”
Corvo de Sangue está dizendo a eles exatamente o que aconteceu em Corvarbor, já que ele provavelmente viu através do represeiro. Mormont decide que não acamparão em Brancarbor, mas:
– Procure Tarly e certifique-se de que ele ponha isto a caminho – Mormont disse enquanto entregava a mensagem a Jon. Quando assobiou, o corvo desceu batendo as asas e foi pousar na cabeça do cavalo. “Milho”, sugeriu a ave, balançando-se. O cavalo relinchou.
Novamente, vemos o uso da palavra milho do corvo no momento em que estão prestes a enviar uma mensagem com informações incompletas.
Eventualmente, a Patrulha chega à Fortaleza de Craster, onde:
– São poucos aqui, e isolados – disse Mormont. – Se desejar, destacarei alguns homens para os escoltarem para sul até a Muralha.
O corvo pareceu gostar da ideia. “Muralha”, gritou, abrindo as asas negras como se fossem um colarinho elevado atrás da cabeça de Mormont.
[...]
A mulher passou a língua por lábios finos.
– Este é o nosso lugar. Craster nos mantém a salvo. É melhor morrer livre do que viver como um escravo.
“Escravo”, o corvo resmungou.
Corvo de Sangue claramente acha que seja melhor que Craster e suas esposas vão para a Muralha. Ele provavelmente sabe o que Craster tem feito pelos Outros e enviá-lo para a Muralha acabaria com isso. Ele também comenta como as esposas de Craster são escravas. Quando eles saem da Fortaleza, Jon diz a Mormont:
– Ele dá os filhos à floresta.
Um longo silêncio. E então:
– Sim – “Sim”, o corvo resmungou, pavoneando-se. “Sim, sim, sim”.
Corvo de Sangue está muito ciente do que Craster está fazendo e provavelmente sabe muito mais sobre o que acontece com esses filhos do que nós.
Eventualmente, a Patrulha atinge o Punho dos Primeiros Homens. Jon e Mormont conversam sobre Benjen Stark,
– Sim – Jon respondeu –, mas… e se…
– … estiver morto? – Mormont concluiu, num tom que não era desprovido de gentileza.
Jon confirmou, relutante, com a cabeça.
“Morto”, disse o corvo. “Morto. Morto.”
– Pode vir mesmo assim até nós – o Velho Urso disse. – Como fez Othor, e Jafer Flowers. Temo isso tanto quanto você, Jon, mas temos de admitir a possibilidade.
“Morto,” crocitou o corvo, sacudindo as asas. A voz da ave subiu de intensidade e tornou-se mais estridente. “Morto.”
Eu acho que essa é uma evidência muito forte de que Corvo de Sangue acha que Benjen está morto. Para mim é difícil de admitir porque sempre esperei que ele voltasse, mas acho essa evidência muito forte. Eventualmente, Qhorin Meia-Mão e os homens da Torre Sombria chegam ao Punho. Qhorin começa a conversar com Mormont, sobre esperar no Punho até que os patrulheiros explorarem as Presas de Gelo. Isso leva o corvo de Mormont a dizer:
“Morre”, resmungou o corvo, percorrendo os ombros de Mormont. “Morre, morre, morre,morre.”
Corvo de Sangue sabe que destino aguardará muitos daqueles que ficam no Punho quando os Outros atacam ou durante a marcha de volta à Muralha.

A Tormenta de Espadas

Primeiro encontramos o corvo em ASOS durante o prólogo de Chett. Depois que Chett não encontra nenhuma caça, Mormont diz:
Podíamos ter ficado todos melhores com um pouco de carne fresca. – O corvo em seu ombro inclinou a cabeça e ecoou: “Carne. Carne. Carne”.
Eu acho que isso é Corvo de Sangue prenunciando o que acontecerá com os amotinados que traem Mormont. Eles são comidos por Bran, Meera, Jojen, Hodor e Verão. Mormont faz seu discurso dizendo aos homens o plano de enfrentar Mance Rayder que alguém grita:
– Vamos morrer. – Era a voz de Maslyn, verde de medo.
“Morrer”, gritou o corvo de Mormont, batendo as asas negras. “Morrer, morrer, morrer.”
É claro que muitos desses homens estão prestes a morrer, e o próprio Maslyn morre durante a batalha no Punho.
Quando a Patrulha finalmente retorna à Fortaleza de Craster, Craster anuncia:
– Tenho um filho.
“Filho”, crocitou o corvo de Mormont. “Filho, filho, filho.”
Novamente, o corvo mostra muito interesse nos filhos de Craster, dizendo que ele sabe exatamente o que acontece com eles. Durante o funeral de Bannen, Mormont diz:
– E agora terminou a sua vigia – ecoou Mormont.
“Terminou”, gritou seu corvo. “Terminou.”
Acho que aqui Corvo de Sangue está indicando que a vigia de Mormont está prestes a terminar devido ao motim. Depois do fim do motim, quando Gilly está com ele, ela diz:
– [...] Se não o levar, eles levam.
– Eles? – disse Sam, e o corvo ergueu a cabeça negra e repetiu, numeco: “Eles. Eles. Eles.”
Durante essa conversa, o pássaro continua avisando a Sam que ele precisa sair e seguir para a Muralha com a garota. É claro que Corvo de Sangue não quer que os Outros levem outro filho de Craster. Se Corvo de Sangue estivesse realmente trabalhando com os Outros, não acho que ele tentaria levar aquela criança de volta à Muralha. Após o motim, o corvo de Mormont não é visto por muito tempo até a escolha do próximo lorde comandante:
O caldeirão estava no canto junto à lareira, uma enorme coisa negra de fundo redondo, com duas enormes alças e uma tampa pesada. Meistre Aemon disse algo a Sam e Clydas, e eles agarraram as alças e arrastaram o caldeirão para a mesa. Alguns dos irmãos já estavam fazendo fila junto aos barris de penhores quando Clydas tirou a tampa e quase a deixou cair em cima do pé. Com um grito roufenho e um bater de asas, um enorme corvo saltou de dentro do caldeirão. Voou para cima, talvez em busca das vigas, ou de uma janela por onde escapar, mas não havia vigas no porão e também não havia janelas. O corvo estava encurralado. Crocitando ruidosamente, voou aos círculos pela sala, uma, duas, três vezes. E Jon ouviu Samwell Tarly gritar:
– Eu conheço aquela ave! É o corvo de Lorde Mormont!
O corvo pousou na mesa mais próxima de Jon. “Snow”, crocitou. Era uma ave velha, suja e enlameada. “Snow”, voltou a dizer, “Snow, snow, snow”. Caminhou até a borda da mesa, abriu de novo as asas e voou para o ombro de Jon.
Lorde Janos Slynt sentou-se tão pesadamente que fez tum, mas Sor Alliser encheu a adega com uma gargalhada zombeteira.
– Sor Porquinho pensa que somos todos tolos, irmãos – disse. – Ele ensinou à ave este truquezinho. Todos eles dizem snow, é só ir à colônia e escutar com seus ouvidos. A ave de Mormont sabia mais palavras além dessa.
O corvo inclinou a cabeça e olhou para Jon. “Grão?”, disse com ar esperançoso. Quando não obteve nem grão nem uma resposta, soltou um cuorc e resmungou: “Caldeirão? Caldeirão? Caldeirão?”
Corvo de Sangue claramente quer que Jon seja Lorde Comandante e manipula o voto para que ocorra. Por que o corvo quer Jon especificamente como Lorde Comandante? Eu penso que Corvo de Sangue acha que a identidade de Jon (outro produto dos Primeiros Homens e Valirianos) o faz importante também. Além disso, Corvo de Sangue provavelmente está usando informações das quais não temos conhecimento para tomar sua decisão.

A Dança dos Dragões

Em ADWD, o corvo trata Jon como Mormont, acompanhando-o e grasnando conselhos. A certa altura, Jon percebe:
O corvo de Mormont o olhava com astutos olhos escuros, e então voou até a janela.
– Você acha que sou seu servo? – Quando Jon abriu a janela com seus grossos painéis de vidro amarelo em forma de diamante, o frio da manhã bateu em seu rosto. Respirou para limpar os vestígios da noite enquanto o corvo voava para longe. Esse pássaro é muito espertinho. Tinha sido companheiro do Velho Urso por longos anos, mas isso não o impedira de comer o rosto de Mormont quando ele morreu.
Jon pode ser o servo [thrall, no original em inglês] de Corvo de Sangue em alguns aspectos, porque ele é subconscientemente influenciado pelo corvo. Eu não acho que Corvo de Sangue esteja entrando na pele de Jon ou algo assim, mas ele está influenciando suas decisões através dos corvos. Ele sabe que algo não está certo com aquele corvo, mas não faz nada a respeito.
Eventualmente, Jon ordena a Sor Alliser Thorne que saia em uma patrulha:
– Então o garoto bastardo vai me mandar para a morte.
Morte, gritou o corvo de Mormont. Morte, morte, morte.
Você não está ajudando. Jon espantou a ave.
Isso me diz que Corvo de Sangue espera que Sor Alliser morra em sua patrulha (ainda a ser conhecido) ou acha que Jon realmente quer que Sor Alliser morra nessa missão. Jon acha que ele pode não gostar de Sor Alliser, mas que nunca desejaria um irmão morto. No entanto, também pensa:
Thorne está em mãos melhores do que merece.
e
Oito homens de bem, pensou, e um... bem, veremos.
Acho que Jon quer que Sor Alliser morra, mas não se sente confortável em admitir. Entretanto, Corvo de Sangue vê através dele.
Depois que Jon recebe uma surra de "Camisa de Chocalho” no pátio:
Ficarão amarelas antes de sumir – ele disse para o corvo de Mormont. – Parecerei tão doentio quanto o Senhor dos Ossos.
Ossos, a ave concordou. Ossos, ossos.
É a primeira vez que o corvo diz ossos. Eu acho que provavelmente Corvo de Sangue sabe que Mance ainda está vivo e não é o Senhor dos Ossos, no entanto, o corvo especificamente concorda, então é possível que Melisandre o tenha enganado – mas eu realmente duvido disso. Não quero dizer que Corvo de Sangue é onipotente, mas como alguém treinado no uso de seduções [glamours, no original], duvido que ele seja enganado por alguém. Eventualmente, Jon pensa no que pode esperar por Arya em seu casamento com Ramsay:
Certa vez ele pedira a Mikken para fazer uma espada para Arya, uma lâmina de espadachim, feita num tamanho menor para caber na mão dela. Agulha. Ele se perguntava se ela ainda a possuía. Espete neles a ponta aguçada, dissera a ela, mas se ela tentasse espetar o Bastardo, isso poderia custar sua vida.
Snow, murmurou o corvo de Lorde Mormont. Snow, snow.
Acho que Corvo de Sangue está tentando lembrar Jon de que ele é um Snow, não um Stark e, ligado à Patrulha da Noite, deve esquecer de Arya em seu dever como um homem da Patrulha.
Eventualmente, Jon trata Tycho Nestoris, do Banco de Ferro de Bravos. Nestoris diz:
Se ele [Stannis] se provar mais digno da nossa confiança, é claro que teremos grande prazer em lhe emprestar toda a ajuda de que ele necessitar.
Ajuda, o corvo gritou. Ajuda, ajuda, ajuda.
[...] Haverá um preço.
Preço, gritou o corvo de Mormont. Preço, preço.
Corvo de Sangue sabe que o Banco de Ferro ajudará Stannis e está mostrando que eles também podem ajudar a Muralha. Ainda assim, sabe que há um preço. No entanto, o corvo grita “ajuda” uma vez a mais do que “preço”, então eu acho que Corvo de Sangue está tentando dizer a Jon para aceitar o preço inevitável, porque eles precisam da ajuda.
Jon recebe notícias de que uma garota foi encontrada ao sul da Muralha:
– Uma garota? – Jon se sentou, esfregando o sono dos olhos com as costas das mãos. – Val? Val retornou?
– Não é Val, ‘nhor. Foi deste lado da Muralha.
Arya. Jon se endireitou. Tinha que ser ela.
Garota, gritou o corvo. Garota, garota
Corvo de Sangue está tentando deixar Jon saber que a garota não é Arya, mas na verdade é Alys Karstark.
Quando Jon vai encontrar Tormund Giantsbane fora da Muralha, ele pensa:
Fantasma era a única proteção que Jon precisava; o lobo gigante podia farejar seus inimigos, mesmo aqueles que escondiam sua inimizade atrás de sorrisos.
Mas Fantasma tinha partido. Jon tirou uma das luvas negras, colocou dois dedos na boca e deu um assobio.
– Fantasma! Comigo.
De cima veio o súbito som de asas. O corvo de Mormont voou do galho de um velho carvalho para pousar na sela de Jon. Grão, gritou. Grão, grão, grão.
O fantasma não é a única proteção de Jon. Corvo de Sangue tenta cuidar dele também em situações perigosas. Ele ajudou com o morto-vivo e pode facilmente alertar as pessoas sobre o perigo através do pássaro.
Depois que Jon acorda de um sonho sobre matar lutando com uma espada flamejante sozinho na Muralha, ele acorda e:
Levantou-se e vestiu-se na escuridão, enquanto o corvo de Mormont reclamava pelo quarto. Grão, a ave dizia, e Rei e Snow, Jon Snow, Jon Snow . Aquilo era estranho. A ave nunca dissera seu nome completo antes, pelo que Jon se lembrava.
O corvo dizendo isso logo após esse sonho é muito significativo. O corvo está novamente dizendo que Jon é o rei, mas dizê-lo logo após um sonho que parece terrivelmente com a profecia de Azor Ahai me diz que Corvo de Sangue tinha alguma idéia do que Jon estava sonhando e queria imprimir nele sua própria importância. Como Jon observa, esta é a primeira vez que o corvo diz seu nome completo.
Depois que Jon volta de tentar convencer Selyse sobre outra expedição da Hardhome e ignora o conselho de Melisandre, ele volta aos seus aposentos para descobrir:
O grande lobo gigante branco não parava quieto. Andava de um lado para o outro do arsenal, passava pela forja fria e voltava.
– Calma, Fantasma. – Jon chamou. – Quieto. Senta, Fantasma. Quieto. – No entanto, quando tentou tocá-lo, o lobo se eriçou e mostrou os dentes. É aquele maldito javali. Mesmo aqui, Fantasma pode sentir seu fedor.
O corvo de Mormont parecia agitado também. Snow, a ave gritava. Snow, Snow, Snow. Jon o espantou, pediu para Cetim acender o fogo e depois ir atrás de Bowen Marsh e Othell Yarwyck.
Tanto o Fantasma quanto o corvo estão agitados e agindo de forma estranha, mas Jon não entende a deixa. Eles estão tentando avisá-lo do perigo. Isso ocorre pouco antes de ele convidar o homem que acabará se voltando contra ele para seus aposentos.
Eventualmente, Jon está se encontrando com Tormund Terror do Gigantes e eles têm a seguinte conversa:
Garotas, gritou o corvo de Mormont. Garotas, garotas.
Aquilo fez Tormund gargalhar novamente.
– Agora, eis um pássaro com juízo. Quanto quer por ele, Snow? Eu lhe dei um filho, o mínimo que podia fazer era me dar o maldito pássaro.
– Eu daria – disse Jon –, mas provavelmente você o comeria.
Tormund rugiu daquilo também.
Comer, o corvo disse, sombriamente, batendo as asas negras. Grão? Grão? Grão?
Imediatamente depois disso, Jon recebe a "Carta Rosa". E não ouvimos nem vemos mais nada do corvo pelo resto do capítulo. O que isso significa? Por que a única coisa que o corvo diz, em advertência, é "Milho"? Voltando a A Guerra dos Tronos, há duas explicações possíveis:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
O corvo usa milho como mentira aqui, ele acabou de comer, mas está pedindo comida. Poderia ser Corvo de Sangue tentando indicar a Jon que a carta é uma falsa manobra, como muitos teorizaram. E:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É quando Mormont está sendo atacado pelo morto-vivo. O corvo grita “Grão” como um aviso. Jon deve se lembrar disso. Ele costuma pensar na noite em que lutou contra o morto-vivo. Ele deve poder fazer a conexão de que “grão” é um aviso. Eu acho que esse é o aviso e que Jon não faz nada acerca ele. Eu acho que Corvo de Sangue estava tentando protegê-lo e avisá-lo, mas novamente ele não queria se arriscar a revelar mais sobre o corvo, pois sabe que Jon já tem suas suspeitas sobre isso. Isso me leva a algumas outras possibilidades:
  1. Talvez Corvo de Sangue soubesse que Jon tinha que morrer ou sofrer uma traição, mas queria avisá-lo. Quando Jon voltasse, estaria mais aberto a ouvir o corvo, supondo que Jon seria capaz de juntar as peças.
  2. Corvo de Sangue é limitado por Melisandre. Até onde eu sabia, o corvo de Mormont nunca interage ou está presente em volta de Melisandre. Sabemos que Melisandre queimou a águia de Orell durante a batalha na Muralha, portanto ela deve saber reconhecer os troca-peles. Corvo de Sangue não quer arriscar que isso aconteça e, quando Jon vai fazer seu discurso para a Patrulha e os selvagens, o corvo fica para trás porque Melisandre está presente. Isso daria credibilidade à ideia de que Melisandre seria de alguma forma responsável pelo que acontecesse com Jon e que desempenhará um papel em trazê-lo de volta. Eu acho que essa é a opção mais provável.

Conclusões

O corvo é o meio pelo qual Corvo de Sangue mantem um olho na Patrulha e influencia sutilmente o Lorde Comandante. Ele dá dicas de verdades maiores, mas não as revela completamente para manter sua posição. O uso mais direto de sua influência foi ao instalar Jon como Lorde Comandante. Isso me diz que ele queria Jon neste cargo. Juntamente com seus esforços para levar o filho de Craster à Muralha [...], me diz que Corvo de Sangue não está trabalhando com os Outros como alguns têm sugerido.
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2020.01.31 15:03 ebookrevenda O que é bom de vender na interne

O que é bom de vender na interne

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Hoje em dia na internet tudo se vende, basta anunciar o seu produto ou serviço logo tem pessoas interessadas entrando em contato com você, um exemplo disso são sites como Mercado Livre, OLX e outros sites de classificados grátis onde basta você fazer um anúncio e logo centenas de pessoas estão entrando em contato com você, para ter uma ideia e já foram anunciadas as coisas bem estranhas nesses sites como por exemplo: Capa de invisibilidade, Caixa de fósforo usada, Nota de R$ 1 antiga por R$ 190, dentro de uma outra grande variedade de produtos estranhas…
Por aí dá para você ter uma ideia de que qualquer coisa que você não se a internet você pode vender basta ter uma boa publicidade e saber divulgar o seu produto.

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COMO DIVULGAR DE FORMA CERTA PARA VENDER


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Qualquer pessoa pode fazer uma divulgação na internet basta ter o que divulgar e fazer postagens em suas redes sociais, site de classificados grátis, criar blogs, escrever artigos e postar em sites relacionados…. Porém é lógico que existem técnicas que podem maximizar os seus resultados com essas divulgações, um exemplo bem prático disso seria fazer anúncios em sites de classificados grátis assim como o MercadoLivre e outros, por exemplo:
Ao se fazer um anúncio, coloque no título do seu anúncio as palavras-chaves relacionadas a ele pois essas palavras logo vão aparecer nas buscas e quando alguém Pesquisar pelo título semelhante ao que você anunciou elas vão encontrar o seu anúncio com mais facilidade, assim você não depende apenas do site de anuncios para vender pois o seu anúncio vai estar aparecendo nos buscadores E você tem maior chances de vender mais rapidamente seu produto ou serviço anunciado.

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AUTOMAÇÃO DE MARKETING ONLINE PARA VENDER MAIS


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Outra coisa da qual certamente Você já ouviu falar é a automação do marketing online que veio para impulsionar o seu trabalho e maximizar os seus resultados, existem softwares que realizam as ações rotineiras que você tem que fazer todos os dias repetidas e repetidas vezes, Vamos dar um exemplo disso citando também o site de classificados:
Imagine você ter que anunciar o seu produto ou serviço todos os dias em diversos sites de classificados grátis, ter que preencher todos os campos de cada um dos Sites e fazer o seu anúncio, para quem já fez isso sabe que é um trabalho Cansativo que exige dedicação, e muito mais ainda tempo o que pode consumir todo o seu dia…. Porém existe um softwares que podem automatizar esse trabalho para você, conhecido como (PCG Programa Classificados Grátis) esse software tem cadastrado em sua base de dados mais de 250 sites de classificados grátis onde você pode anunciar, basta ir visitando o site se o programa Vai preenchendo todos os campos do site o seu único trabalho é ir confirmando os anúncios, isso te dar um grande ganho de tempo e o trabalho fica muito mais fácil, além de outras coisas que o programa podem proporcionar como por exemplo a rápido indexação de seus anúncios nos buscadores, E com isso além das visitas diretas vindas dos sites de classificados você também vai ter visitas vindas dos buscadores. pesquisando no Google você pode ficar mais por dentro das funções desse software.

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O QUE É BOM DE SE VENDER NA INTERNET


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Não dá para citar exatamente o que é melhor ou não para se vender na internet, e se você tiver essa resposta com certeza vai estar ganhando muito dinheiro, mas hoje os principais produtos vendidos na internet são, e-books também conhecidos como livros digitais, softwares programas de aplicativos, bijuterias relógios óculos e acessórios.
Esses produtos estão entre os mais vendidos na internet, “Eu particularmente” gosto muito de vender produtos digitais isso pela grande facilidade que temos para encontrar esse tipo de produto para vender, você nem mesmo precisa ser o desenvolvedor do produto pode se afiliar a outros produtos e pode revender os ganhando excelentes comissões, existem sites que pagam até 50% do valor de cada venda que você fizer desse tipo de produto, em Quantas comissões por produtos físicos estão bem baixas no máximo chegando a 20%, veja um exemplo disso:
O software que citei acima para anunciar em sites de classificados ( PCG programa classificados grátis) tem um sistema de revendas ou seja ao adquirir o software você tem acesso ao painel de controle onde pode acompanhar esses dados de revendedor, a cada venda que você fizer você ganha R$ 40,00, Você pode pesquisar na internet outros produtos físicos para vender e posso te garantir com Total certeza que são poucos os produtos com preço tão acessível onde você vai ganhar quase 50% de comissão, Ou seja é um produto digital com baixo custo, alta demanda pois está relacionado a publicidade, fácil de se vender, e que você vai ganhar um excelente comissão por cada venda.
Mas enfim cabe a você decidir qual o produto mas te agrada e se dedicar a divulgação desse produto, assim certamente você vai obter bons lucros, não precisa ter o produto lembre-se que você pode ser a menos um revendedor hoje existem muitas plataformas que possibilitam esse tipo de trabalho, e talvez te dê até menos trabalho pois seu único trabalho nesse caso seria divulgar.

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Espero ter respondido adequadamente a sua pergunta, espero mais ainda que ela seja útil de alguma forma e que você possa tirar algum proveito da mesma, Fico muito agradecido caso você possa dar um voto positivo essa resposta, assim eu posso ganhar alguns seguidores, abraços e até uma próxima oportunidade, muito sucesso em suas vendas online.


Arquivada em: https://onlinerenda.com.bblog/o_que_e_bom_de_vender_na_internet_hoje_em_dia.html
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2020.01.27 03:34 altovaliriano Jon Connington

A Casa Connington somente passou a existir em A Tormenta de Espadas, assim como Jon. Já havíamos ouvido falar de “Sor Ronnet de Poleiro do Grifo” em A Fúria dos Reis, mas seu sobrenome era desconhecido. O próprio Poleiro do Grifo só surgiu nos mapas de O Festim dos Corvos.
Portanto, a Batalha dos Sinos, Jon Connington e sua Casa foram adições posteriores à história, provavelmente em decorrência dos planos para reestabelecer Aegon, filho de Rhaegar, na história e dos planos para o salto temporal de 5 anos entre Tormenta e Dança. E todos este pano de fundo foi lançado pensando no retorno de Aegon, filho de Rhaegar.
Jon Connington é o único filho de Armond Connington, antigo Senhor de Poleiro do Grifo, quando os Connington ainda eram uma casa nobre menor jurada aos Baratheon de Ponta Tempestade. Não se sabe como, Armond conseguiu fazer com que seu filho se tornar-se escudeiro em Porto Real para o mesmo cavaleiro que o próprio príncipe herdeiro servia. Mais tarde Jon Connington serviria de escudeiro para o próprio príncipe herdeiro, que o considerava um grande amigo.
Entretanto, em algum ponto desta convivência, Jon Connington desenvolveu sentimentos românticos por Rhaegar Targaryen. Aparentemente, este amor foi determinante para que Connington se mantivesse como um legalista todos esses anos. O que surpreende é que o sentimento tenha suportado o casamento com Elia e o rapto de Lyanna.
Com a morte do pai em algum momento antes de 280 dc, JonCon se tornou Lorde de Poleiro do Grifo. Não é dito em nenhum momento dos livros em que ponto da vida Connington foi armado cavaleiro, mas não seria de se estranhar caso descobríssemos que fora antes do torneio de Harrenhal, pelas mãos de seu amado Rhaegar. Afinal, o príncipe herdeiro havia armado homens de reputações piores, como Gregor Clegane. Por que não seu grande amigo Jon?
De fato, JonCon esteve no torneio da Falsa Primavera, durante o qual é lembrado por ter dançado com Ashara Dayne. Antes disso, quando Steffon Baratheon ainda era vivo, Barristan se lembra de tê-lo derrubado do cavalo em um torneio em Ponta Tempestade. Kevan Lannister afirma que JonCon, quando jovem, era capaz, enérgico e habilidoso com armas, e que isso lhe rendeu o cargo de Mão do Rei, depois que Owen Merryweather havia sido exilado por Aerys II.
Connington passou de perseguidor de Robert a perseguido, quando bateu em retirada de Septo de Pedra. Por seu fracasso, Aerys o exilou. A experiência o traumatizou de forma que qualquer pessoa consegue notar, e muito provavelmente é a razão pela qual JonCon é tão desprovido de humor:
– Entendo o ódio bem o suficiente.
Pelo jeito que Griff falou isso, Tyrion soube que era verdade. Este aí tem se alimentado de ódio. É o que o aquece à noite, durante anos.
(ADWD, Tyrion III)
Jon sonha com isto, mesmo 17 anos depois:
Na noite passada, sonhara novamente com o Septo de Pedra. Sozinho, com uma espada na mão, corria de casa em casa, derrubando portas, pulando de telhado em telhado, enquanto seus ouvidos captavam o som distante de sinos. Profundas badaladas de bronze e carrilhões de prata soavam dentro de seu crânio, em uma cacofonia enlouquecedora que ficava cada vez mais alta, até que sua cabeça parecia explodir.
Dezessete anos haviam se passado desde a Batalha dos Sinos, e até hoje o som do badalar ainda causava um nó em seu estômago. Outros poderiam dizer que o reino foi perdido quando o Príncipe Rhaegar caiu sob o martelo de guerra de Robert, no Tridente, mas a Batalha do Tridente nunca teria sido travada se o grifo tivesse matado o veado no Septo de Pedra. Os sinos dobraram por todos nós naquele dia. Por Aerys e sua rainha, por Elia de Dorne e sua filhinha, por todo homem verdadeiro e mulher honesta dos Sete Reinos. E por meu príncipe de prata.
(ADWD, O Senhor Perdido)
Porém, perder a batalha em nome do Trono de Ferro e ser exilado por Aerys provavelmente não são tão terríveis para Jon quanto o fato de que ele deixou Rhaegar na mão, para lidar com um rebelião fortalecida após o episódio em Septo de Pedra. O sentimento de ter alguma responsabilidade na morte do homem que ele amava deve ter contribuído para que JonCon nutrisse o desejo de poder fazer algo para se redimir.
Passara cinco anos na companhia, ascendendo das fileiras para um lugar de honra do lado direito de Toyne. Se tivesse ficado, bem que poderia ter sido ele a assumir o lugar de Myles, após sua morte, em vez de Harry Strickland.
(ADWD, O Senhor Perdido)
O aplicativo oficial para smartphone aponta que, então, Illyrio e Varys abordaram Myles Toyne e Jon Connington para falar que o filho de Rhaegar estava vivo. Não se sabe ao certo que tipo de evidências foram apresentadas a Connington para que ele acreditasse na identidade do garoto. Muitos leitores acreditam que nenhuma prova foi apresentada, que o exilado JonCon estava tão desesperado por redenção que vive em autoengano desde então:
Mas o Príncipe Aegon Targaryen não era nem de perto tão dócil quanto o Jovem Griff havia sido. Boa parte de uma hora havia se passado antes que ele finalmente aparecesse no solar, com Pato ao seu lado.
– Lorde Connington – disse –, gostei do seu castelo.
“As terras do seu pai são bonitas”, ele disse. Seu cabelo prateado agitava-se ao vento e seus olhos eram um púrpura profundo, mais escuros do que os desse garoto.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Entretanto, devemos observar que Toyne foi uma das partes motoras desse acordo. A não ser que Toyne fosse um apoiador da conspiração Blackfyre (ou Brightfyre, se preferir), aparentemente não havia razões para que ele partilhasse do suposto autoengano de Connington. Entretanto, é preciso lembrar que Maelys, o Monstruoso, já estava morto há quase 40 anos, tempo durante o qual, até onde sabemos, a Companhia Dourada operou em Essos como as demais companhias mercenárias de westerosis. Ou seja, visando o lucro e tendo sonhos vagos com conseguir terras em Westeros.
De todo modo, quando Connington passou a criar Aegon como se fosse seu próprio filho, a criança deveria ter aproximadamente 6 anos de idade. Assim, foram 10 anos viajando sob disfarce por Essos. Todo este tempo retardando o retorno a Westeros e escondendo sua identidade deve ter servido de longo aprendizado ao jovem impulsivo que perdeu a Batalha dos Sinos.
Não parece plausível que Aegon e Jon tenham vivido este tempo todo a bordo do Donzela Tímida. É mais capaz que eles tenham viajado pelas Cidades Livres quase tão frequentemente quanto Viserys e Daenerys, talvez até nas mesmas míseras condições. Tampouco sabemos quantos dos atuais companheiros do garoto estão com ele desde o início. Aparentemente, apenas Lemore é confirmada estar lá desde o começo:
Uma septã o instruiu nos mistérios da Fé desde que teve idade suficiente para entendê-los.
(ADWD, Epílogo)
O que instiga a curiosidade é saber que tipo de história Connington inventava para se devotar tanto a seu filho uma vez que ele disfarçava-se como mercenário. JonCon pegava trabalhos eventuais? Inventava missões ou Illyrio empregava pessoas para lhe dar trabalhos falsos? Como foi que, em 10 anos, nenhum incidente foi registrado se a Tyrion bastou alguns dias para descobrir? Respostas que jamais teremos, eu acredito.
Qualquer que seja a resposta, o que importa é que todo o planejamento e preparação de Connington foi por água abaixo no momento em que se viu infectado pela escamagris. Tyrion havia plantado em Aegon a vontade de seguir para Westeros sem dragões ou Daenerys, algo que, em condições normais, Jon estaria inclinado a negar. Porém, a doença terminal lhe deu um senso de urgência:
Falhara com o Príncipe Rhaegar uma vez. Não falharia com seu filho, não enquanto tivesse vida em seu corpo.
Não tenho tempo suficiente para cautela.
(ADWD, O Senhor Perdido)
O homem que chega a Westeros sofre um desembarque atrapalhado, com tropas espalhadas pelo litoral, mas tira o melhor que pode disto. Imediatamente toma controle do Cabo da Fúria e de seu assento ancestral, Poleiro do Grifo, e parte para tomar Ponta Tempestade pela força.
A mistura fica assim: uma campanha relativamente vitoriosa em pouco tempo, um homem rancoroso e passional a procura de vingança, uma experiência de guerra traumática com sinos, a chegada do inverno mais letal dos últimos 8000 anos e uma segunda Dança dos Dragões a caminho. Todos os elementos apontam para uma tragédia.
Quem sabe, uma "segunda" Batalha dos Sinos em que Jon Connington finalmente siga o diagnóstico de Toyne sobre o que Tywin teria feito no lugar de Jon:
Lorde Tywin não teria se incomodado com uma busca. Teria queimado a vila e toda criatura viva nela. Homens e meninos, bebês de peito, cavaleiros nobres e septões santos, porcos e putas, ratos e rebeldes, teria queimado todos. Quando o fogo se apagasse e restassem apenas cinzas, ele teria enviado seus homens para encontrar os ossos de Robert Baratheon. Mais tarde, quando Stark e Tully aparecessem com suas tropas, teria oferecido perdão para os dois, e eles teriam aceitado e voltado para casa com o rabo entre as pernas.
Ele não estava errado, Jon Connington refletiu, inclinando-se sobre as ameias de seus antepassados. Eu queria a glória de matar Robert em um combate singular, e não ser chamado de açougueiro. Então Robert escapou de mim e matou Rhaegar no Tridente.
– Falhei com o pai – disse –, mas não falharei com o filho.
(ADWD, O Grifo Renascido)

Declaração de GRRM sobre JonCon

GRRM deixa implícito que Connington é homossexual (fonte)

Perguntas

  1. Como Armond Connington conseguiu enviar o filho para servir como escudeiro em Porto Real, inclusive ao lado do princípe herdeiro?
  2. A quem você acha que Jon Connington servia como escudeiro em Porto Real junto com Rhaegar?
  3. Quem armou Jon cavaleiro?
  4. Você acha que JonCon nutria sentimentos românticos por Myles Toyne, ainda que não tão fortes como aqueles que sentia por Rhaegar?
  5. Como Connington se manteve icógnito todos estes anos fingindo ser mercenário?
  6. Connington iniciará uma praga de escamagris em Westeros ao esconder sua própria doença?
  7. Como JonCon tomará Ponta Tempestade?
  8. Que tipo de evidências você achar que Varys e Illyrio forneceram a Jon para que ele acredita-se na identidade de Aegon?
  9. Caso Jon Connington descobra que Aegon é um falso Targaryen, como você acha que ele reagirá?
  10. Os rancores de Jon com a Batalha dos Sinos são um sinal de que suas novas táticas de batalhas serão mais brutais?
  11. Veremos uma "segunda" Batalha dos Sinos?
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2020.01.08 01:29 MinistroPauloCats Os benefícios de ser feio

Todos querem ter uma ótima aparência boa, provavelmente pela maior aceitação social, sucesso na carreira ou seleção de parceiros, mas parecer bonito nem sempre é o melhor. Ser feio tem um lado positivo, por incrível que pareça.

Quatro benefícios de ser feio

Há uma expressão que vem sendo usada recentemente - "looks maxing" - que significa maximizar sua aparência. Embora não haja nada de errado em melhorar sua aparência física, essa busca reflete o tipo de sociedade em que vivemos. Tudo gira em torno das coisas visíveis e exteriores. Buscar um corte de cabelo, perder peso ou vestir roupas bonitas podem ajudar você a melhorar, mas algumas pessoas continuarão feias não importa o que elas façam.
Mas existem alguns grandes benefícios quando as pessoas não são fisicamente atraídas por você - estou usando a segunda pessoa do singular não para chamá-lo(a) de feio, mas para melhor explicar o seguinte:

Vou contar uma estória do Taoismo como exemplo: há muito tempo atrás na China havia uma árvore torta. Ela era tão deformada e feia que nenhum lenhador ficou interessado em cortá-la. No entanto, as árvores retas eram cortadas constantemente porque eram consideradas ideais para transformar em tábuas. Então a feiúra da árvore garantiu sua sobrevivência durante tanto tempo que as pessoas passaram a notar sua presença e forma especial e ela acabou sendo declarada sagrada.
Quando você é feio(a), seu caminho na vida não vai ser o mesmo que os bonitões ou lindonas que eram os mais populares na escola graças à sua genética. Mas você deve ser grato(a) por isso.
A vida emocional de uma lindona pode ser uma sucessão de bad boys que só "gostaram" dela por causa da aparência.
Um bonitão pode ter se tornado um viciado em sexo, álcool e drogas por causa de toda a atenção feminina que ele recebeu, sem nunca ter tido incentivo para fazer algo a mais em sua vida. Ele também pode ter engravidado uma mulher que não passava de um encontro casual.
Então se você é feio, está praticamente livre dessa miséria, então seja feliz por isso.

Se você não é dotado de aparência, isso é uma ótima oportunidade para trabalhar em outros aspectos de si mesmo. Um desses aspectos é a personalidade. Pessoas feias podem ser pessoas carismáticas.
Bondade, humor, inteligência, saber se expressar bem - essas são características valiosas que você pode desenvolver. No final, uma pessoa gentil, honesta e sincera é muito mais apreciada do que uma pessoa que parece bonita, mas é uma completa idiota.
Outra grande coisa é que as pessoas que gostam de você, que querem se associar com você, estão fazendo isso por causa de sua personalidade.
Pessoas populares e bonitas são frequentemente usadas ​​e abusadas ​​devido ao status social. As pessoas querem ser vistas com pessoas bonitas porque isso aumenta seu prestígio.
Alguns grupos de pessoas, especialmente as que postam muito nas mídias sociais são inteiramente baseados na aparência. Na realidade eles podem até se odiar, mas isso não importa muito para eles, desde que eles fiquem bem quando juntos no Facebook ou no Instagram. É uma existência rasa.
Você, por outro lado, fica muito mais propenso a ter amizades profundas e significativas, que não giram em torno de tais aspectos superficiais, como o jeito do seu rosto ou o tamanho de seus músculos ou se sua bolsa combina com sua jaqueta.

Pessoas bonitas ficam ocupadas o tempo todo porque todo mundo quer ser visto com elas. São bombardeados com mensagens de Whatsapp e telefonemas. Isso pode ser desgastante. Uma mulher bonita pode combinar com praticamente qualquer cara no Tinder e em aplicativos de namoro. Um cara bonito pode estar na mesma situação. Mas geralmente ambos têm uma lista de candidatos(as) que ele tendem a querer atender o tempo todo.
Isso pode parecer muito bom, mas existe algo chamado "o paradoxo das escolhas". Quando há muitas escolhas, você acaba tendo ansiedade e indecisão.
Mas quando você é feio, é muito provável que sua escolha de parceiro(a) seja limitada e seu telefone não fica tocando o tempo todo. Isso é ótimo porque isso significa que você tem muito tempo livre, você pode aprender a tocar um instrumento, desenvolver um negócio ou escrever um livro, fazendo um bom uso dele.

Você acha que Mark Zuckerberg é um supermodelo? Que tal Elon Musk? Elon Musk parece bom agora, mas se você olhar uma foto dele quando ele era mais jovem...
Imagine Elon e Mark se fossem bonitos quando eram garotos, você acha que eles iriam criar o Facebook e a Tesla? Eles estariam muito ocupados com garotas.
Ser feio pode ser uma força motriz para o sucesso e, se você não conseguir encontrar um parceiro por causa de sua aparência, pode usar essa frustração como combustível para alcançar sua grandeza.
Essa grandeza é mais do que sucesso financeiro, você também pode ser grande em virtude. A ciência já provou que a generosidade faz as pessoas felizes e há até freiras e monges que são exemplos excelentes disso.
Então você não precisa ser bonita ou bonito, mas pode viver uma vida boa sendo bom, feliz e humilde.
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